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Adiós! Brasil perde e encerra Pan 2015 com prata no vôlei

William Luca/Inovafoto/CBV / Divulgação

Seleção masculina não conseguiu vencer "hermanos" pela segunda vez no torneio e Brasil ficou sem ouvir hino tocar em Toronto pela última vez

26 jul 2015
18h41
atualizado às 18h53
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Uma das gratas surpresas da delegação brasileira nestes Jogos Pan-Americanos, a Seleção masculina de vôlei foi responsável por garantir a última medalha do País na competição, porém com o gosto amargo da prata. Com um time que pode ser chamado de Seleção B, formado por muitos jogadores ainda desconhecidos da torcida em geral, a equipe não conseguiu vencer pela segunda vez a Argentina no torneio e deixou de repetir o que havia feito em Guadalaja 2011 e Rio de Janeiro 2007, quando acabou levando o título do torneio.

Se na primeira fase, a vitória foi conquistada com um marcante 3 sets a 0, neste domingo os comandados de Rubinho, auxiliar de Bernardinho na Seleção principal, não conseguiram repetir o desempenho e acabaram perdendo após acirrados cinco sets, em que muito lembrou a rivalidade entre os dois países no futebol. Os brasileiros saíram atrás, chegaram a virar, mas não resistiram ao tie-break, perdendo por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 18/25, 19/25, 25/23 e 15/8.

Argentinos usaram muito da provocação para irritar brasileiros e conseguirem virar a partida
Argentinos usaram muito da provocação para irritar brasileiros e conseguirem virar a partida
Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV / Divulgação

Apesar da derrota, o desempenho serviu para colocar no radar de Bernardinho algumas promessas que claramente ainda precisam de mais evolução para figurar no grupo principal. Jovens como Douglas, Otávio, Renan e Murilo Radke tiveram bom desempenho no torneio, mas sentiram a pressão em alguns momentos da competição.

A primeira parcial foi crítica para a Seleção Brasileira. Com os argentinos forçando bastante o saque e optando por um jogo mais agressivo do que o que fizeram na primeira fase, os comandados de Rubinho acabaram surpreendidos pela postura do time rival. Os "hermanos" sabiam que precisariam mudar a postura de um jogo de mais habilidade e defesa para um duelo mais físico, já que o Brasil se deu bem quando enfrentou times com o primeiro perfil. Sem dar chances, os rivais fecharam o set em 25/23.

A Seleção Brasileira voltou diferente para o segundo set. Vendo que ia ser um jogo menos técnico, o levantador Murilo Radke passou a explorar mais as bolas nas pontas procurando o jogador mais alto da Seleção, no caso o oposto Renan, de 2,17m. A boa atuação do camisa 20 não foi neutralizada pelo bloqueio argentino, que bem mais baixo que o brasileiro não conseguia alcançá-lo. A tática da equipe verde e amarela deu certo e o Brasil fechou a parcial em 25 a 18. 

No terceiro set, o ritmo seguiu o mesmo, com a diferença de que Murilo Radke variou um pouco mais a bola, procurando também colocar muito o ponteiro Douglas e o central Otávio nas bolas de ataque. Porém, quem seguia com grande destaque na final era mesmo Renan, que mostrou uma evolução impressionante no entrosamento com Murilo ao longo da competição. Travado contra os cubanos, ele teve uma sequência de três partidas muito boas, coroada com a decisão em que acabou como o maior pontuador. Resultado, a Seleção virou a partida fazendo 25 a 19 na parcial.

O quarto set dava a impressão de que a Seleção ia fechar a partida com facilidade. Porém, não foi tranquilo quanto indicava. Abrindo uma vantagem larga no começo da parcial, o jovem grupo brasileiro acabou caindo na provocação dos argentinos e perdeu a cabeça em algumas decisões polêmicas da arbitragem. A diferença começou a cair, principalmente quando o time tomou um cartão vermelho e cedeu um ponto para o time adversário por conta de reclamações. 

Percebendo o momento de fragilidade psicológica da Seleção Brasileira, os argentinos passaram a provocar mais e comemorar os pontos de forma mais efusiva. Isso irritou tanto os brasileiros, a ponto de cederem o empate quando o placar marcava 19 a 18. A partida seguia com um ponto de vantagem para o Brasil, até Ramos fazer um ace e colocar a Argentina na frente

na parcial (24 a 23). A rivalidade acirrada dentro da quadra passou também para as arquibancadas do Exhibition Centre, com brasileiros e argentinos disputando a gritos quem torcia mais para sua seleção durante tempo pedido por Rubinho. Na volta do descanso, Douglas acabou parando no bloqueio triplo e deu sobrevida aos argentinos, que venceram a parcial por 25 a 23 e levaram a partida para o tie-break. 

A derrota no quarto set tirou de vez os parafusos da cabeça dos jogadores brasileiros e deu um banho de auto-estima para os argentinos. O tie-break foi totalmente dominado pelos hermanos, que não deram a mínima chance para a Seleção Brasileira e com saques e ataques potentes fecharam a parcial e o jogo em 15/8. Os argentinos comemoraram muito em quadra e nas arquibancadas, dando um troco no que aconteceu na noite de sábado, com a vitória dos brasileiros sobre os hermanos no handebol masculino.

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Fonte: Terra
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