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Jogos de Paris

Presidente do COB se isenta de escolha polêmica de embaixadores e faz previsão realista para Paris-2024

Escolha de Joel Jota como ‘mentor’ do Time Brasil causou revolta entre atletas e ex-atletas olímpicos

19 abr 2024 - 12h06
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Resumo
Presidente do COB, Paulo Wanderley, se isentou da escolha do time de influenciadores para os Jogos Olímpicos de Paris. Escolha de Joel Jota como 'mentor' do Time Brasil gerou críticas.
Paulo Wanderley Teixeira, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil - 17 de Abril de 2024
Paulo Wanderley Teixeira, Presidente do Comitê Olímpico do Brasil - 17 de Abril de 2024
Foto: Alexandre Loureiro/COB @alexandreloureiroimagens

Paulo Wanderley, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), se isentou da escolha do time de influenciadores para os Jogos Olímpicos de Paris. O nome mais polêmico foi do empresário Joel Jota, que é ex-nadador e considerado uma espécie de “charlatão” por atletas e ex-atletas olímpicos.

O anúncio do nome do coach aconteceu em evento na noite de quarta-feira, 17, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro, em comemoração aos 100 dias para a Olimpíada. A repercussão negativa foi enorme e o ex-nadador renunciou o cargo menos de 24 horas depois.

“Hoje está muito fácil, né, a gente falar rapidamente, instantaneamente, qualquer assunto, de qualquer forma. Emissão de opinião, liberdade de expressão, isso é uma coisa que veio para ficar e não tem como mudar. Eu, pessoalmente, não participei desse processo. Esse é um processo interno, das áreas que tratam do assunto, né, de convite às pessoas para fazerem a sua ação voltada para o esporte olímpico”, explicou o presidente do COB em conversa com o Terra em evento na manhã desta sexta-feira, 19, em São Paulo.

“Nessa área específica, não necessariamente de esportistas, assim como tem outros tantos que vão ser embaixadores, né, que não são do esporte em si. Então, o objetivo era apenas comentar, dentro do trabalho que eles fazem, sobre os Jogos Olímpicos. É isso que foi o objetivo inicial e principal e verdadeiro da ação que ele iria desenvolver lá”, completou.

Paulo Wanderley afirmou que ainda foi oficialmente comunicado da renúncia de Joel Jota, que soube da notícia pela imprensa.

Nos últimos anos, Jota ganhou notoriedade com o seu trabalho como empresário e coach. Em sua biografia, ele exagerava em suas conquistas na natação e dizia que já foi considerado o “melhor nadador do mundo”. Oficialmente, ele nunca defendeu a seleção brasileira de natação em grandes eventos.

Nas redes sociais, ele explicou a renúncia: “Tomei a decisão de renunciar o papel de padrinho do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Apesar de ter ficado muito feliz pelo convite, cheguei à conclusão que será melhor para mim e minha família que eu não participe mais como padrinho da delegação brasileira em Paris”.

O que esperar do Brasil em Paris?

Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil ficou na 12º colocação do quadro de medalhas, sendo 21 pódios com 7 ouros — melhor resultado do País na história. A expectativa é manter os números. O sonho de entrar no top 10 é um projeto a longo prazo.

“É bom simplificar, porque nós somos o décimo segundo, entre 206 países. É um número expressivo. Mas nós brasileiros somos acostumados a primeiro. Isso é herança do futebol, que aliás não se classificou para as Olimpíadas, infelizmente. Um bicampeão olímpico não se classificou. Mas se tem esse projeto [de entrar no top 10] de verdade, é passo a passo. É uma medalha a cada momento”, disse Wanderley.

“Se nós tivermos 22 medalhas, vai ser um progresso. Se nós tivermos 8 medalhas de ouro, em vez de 7, vai ser um progresso. Se nós tivermos 14 modalidades em disputa de medalhas, vai ser um progresso. Nós tivemos 12, tivemos 13. O progresso é medido de várias formas. Dependendo do resultado, eu vou dizer qual estatística vai nos interessar (risos). Mas sim, é difícil, é passo a passo, é uma escada. Você não chega no rumo pulando. Você pode pular, mas pode cair também. Nós vamos devagar. Não vamos pular, mas vamos chegar. Perspectivas boas para a França”, completou o dirigente.

Fonte: Redação Terra
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