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'Imaginou que seria separado de nós': filho de nadadora olímpica sofre ataque xenofóbico na escola

"Meu filho imaginou que seria separado de nós": Joanna Maranhão relata xenofobia contra o filho de 6 anos em escola na Alemanha.

15 mai 2026 - 21h48
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Ex nadadora Joana
Ex nadadora Joana
Foto: Arquivo pessoal /rede social / Esporte News Mundo

A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão revelou que seu filho Caetano, de seis anos, foi alvo de xenofobia em uma escola em Potsdam, no leste da Alemanha, onde a família mora há três anos e meio. Um colega ameaçou chamar a polícia para deportar os pais da criança, deixando o menino aterrorizado com a possibilidade de ser separado da família.

A professora responsável pela turma confirmou à ex-atleta que o pai do aluno agressor seria apoiador do AfD, partido de extrema-direita alemão conhecido por sua postura anti-imigração. Diante do episódio, a escola prometeu abordar o tema com os alunos e reforçar suas políticas antirracistas.

Para lidar com a situação, Joanna optou por um gesto de acolhimento: ajudou Caetano a levar bolinhos para toda a sala, incluindo o colega envolvido no incidente. A ex-nadadora, porém, admite seguir preocupada com as interações entre as duas crianças.

Filho de Joanna Maranhão sofre ataque xenofóbico em escola na Alemanha
Filho de Joanna Maranhão sofre ataque xenofóbico em escola na Alemanha
Foto: Arquivo Pessoal/Rede social @jujuca1987 / Esporte News Mundo

Em entrevista à BBC News, Maranhão foi direta ao falar sobre o papel da escola no caso é ter um ambiente que possa salvar e resgatar a criança e não torna-la em um pequeno nazista. Para ela, o episódio vai além da xenofobia e carrega também um componente racial, já que Caetano não possui o fenótipo padrão alemão o pai, o ex-judoca Luciano Corrêa, é negro, enquanto ela é parda.

O caso, no entanto, não é inédito para a família. Luciano já enfrentou situações de racismo tanto na Alemanha quanto na Bélgica, país onde o casal viveu antes de se mudar para Potsdam. Joanna Maranhão representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016; e acumula oito medalhas em Jogos Pan-Americanos ao longo da carreira.

Fora das piscinas, a ex-atleta se tornou uma das vozes mais ativas na luta pelos direitos humanos no esporte. Em 2008, revelou ter sido vítima de abusos por um ex-treinador na infância, tornando-se protagonista na criação da Lei Joanna Maranhão, sancionada em 2012, que dispõe sobre crimes de pedofilia. Atualmente, integra a organização Sport & Rights Alliance, que atua em defesa dos direitos humanos no esporte mundial.

Esporte News Mundo
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