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VAR do Paulistão poderá ficar em sala no estádio ou contêiner móvel

Primeira edição do estadual com uso do árbitro de vídeo começa neste sábado, com quatro partidas

19 jan 2019
04h41
atualizado às 16h44
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O Campeonato Paulista de 2019, que começa neste sábado com quatro partidas, terá VAR. Só não se sabe ainda onde será instalada a estrutura do árbitro de vídeo, que entrará em ação apenas a partir das quartas de final. Serão dez jogos, portanto, com o uso do recurso eletrônico.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) estuda se os estádios dos times classificados para os mata-matas terão salas que abriguem as sete pessoas envolvidas na operação do VAR, a exemplo do que ocorreu na Copa do Brasil do ano passado, ou se elas ficarão alocadas em unidades móveis, como contêineres.

Tudo vai depender das condições do estádio, o que só se saberá com o desenrolar do campeonato, dependendo do desempenho de cada participante.

"A gente tem na federação um departamento de infraestrutura que está ajudando a empresa que produz a tecnologia. Essa equipe vai aos estádios, avalia a condição, se é melhor a sala ou uma unidade móvel, um contêiner montado próximo do caminhão que vai transmitir as partidas", explica o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, Ednilson Corona.

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Segundo ele, a federação precisa informar à Fifa com 12 dias de antecedência da realização da partida que utilizará o VAR. É norma. A partir do momento em que a entidade máxima do futebol dá o seu aval, o árbitro de vídeo pode ser usado em qualquer outro jogo do campeonato em questão. Mesmo assim, é preciso avisar sobre toda partida que contará com o recurso, mas aí o prazo é de apenas seis horas antes do evento.

Árbitros ainda não fizeram treinamento específico para atual edição

O treinamento para quem vai apitar os jogos ainda não focou a aplicação do VAR. Na última semana, os 16 árbitros e 24 assistentes escalados para a Série A-1 ficaram concentrados em Itu para aprimorar a parte física e estudar. Tiveram palestras teóricas e depois, em campo, aplicaram os conceitos. O árbitro de vídeo será tema de atividades posteriores. Alguns profissionais, como Luiz Flávio de Oliveira, pertencem ao quadro de elite da CBF e tiveram experiências com o VAR.

"Com 20 anos de arbitragem, a gente passa por um momento como esse. Tem de aprender tudo de novo", brinca o juiz.

No fim das contas, o principal objetivo é evitar constrangimentos como o da final de 2018, que terminou com o Palmeiras acusando a arbitragem do jogo contra o Corinthians de apitar sob interferência externa.

DUAS PERGUNTAS PARA: Flávio Rodrigues de Souza, eleito o melhor árbitro do último Paulistão

1. O que você já teve de experiência com o VAR e qual sua expectativa para o uso agora no Paulistão?

A gente já vem trabalhando com o VAR pela CBF. No ano passado, tivemos alguns treinamentos para protocolar os árbitros aptos a trabalhar, então, já houve esse contato. A expectativa para implementação no Paulista é muito boa. Antes das quartas de final, vamos nos reunir novamente para reforçar os conceitos.

2. Muda muito a dinâmica do jogo com o VAR, seja para quem está apitando no campo ou vendo pelo vídeo?

A dinâmica acaba mudando um pouco porque a gente sabe do uso do árbitro de vídeo. Existem algumas jogadas, como um impedimento, por exemplo, na qual a recomendação, caso haja dúvida se o atleta está ou não na mesma linha, é deixar a jogada seguir para depois o árbitro de vídeo concluir se foi legal ou não. Há a possibilidade do uso desse artifício durante a partida.

Estadão
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