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Uefa abre investigação de racismo em Benfica x Real Madrid; precedente não resultou em punição

Entidade europeia analisa relatos e súmula após paralisação do jogo por quase dez minutos; comprovação do episódio será decisiva para possíveis sanções

18 fev 2026 - 09h59
(atualizado às 10h17)
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Vini Jr alvo de racismo: Benfica posta vídeo e diz que atletas do Real Madrid não podem ter ouvido ofensas:

A Uefa abriu um procedimento disciplinar para investigar os acontecimentos registrados no confronto entre Benfica e Real Madrid, válido pelo jogo de ida dos playoffs da Champions League, disputado nesta terça-feira, 17, em Lisboa. A apuração gira em torno da acusação de injúria racial feita por Vinícius Júnior contra o argentino Gianluca Prestianni.

Antes de avançar com a investigação, a entidade europeia analisa o relatório oficial elaborado pelo delegado da partida, documento que registra a ativação do protocolo antirracismo e a interrupção do jogo por cerca de nove minutos.

A partir dessa avaliação inicial, a Uefa decidirá os próximos passos, incluindo a coleta de depoimentos dos atletas envolvidos e de testemunhas que estavam em campo no momento da confusão — entre elas, Kylian Mbappé.

Em nota oficial, a Uefa afirmou que está revisando os documentos referentes aos jogos disputados na noite desta terça-feira. Segundo a entidade, caso haja uma denúncia formal, o processo disciplinar é automaticamente aberto e eventuais punições são divulgadas nos canais oficiais do órgão.

Apesar da abertura do procedimento, pessoas ligadas ao caso, como informou o jornal espanhol As, avaliam que a comprovação de uma ofensa de cunho racista não será simples. A definição de sanções depende da clareza dos relatos, da consistência das provas e da convergência entre súmula, imagens e testemunhos.

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O Código Disciplinar da Uefa prevê punições severas em situações desse tipo. O artigo 14 estabelece suspensão mínima de dez partidas — ou penalidade equivalente — para qualquer indivíduo ou entidade que atente contra a dignidade humana por razões como cor da pele, origem, religião, gênero ou orientação sexual, desde que o ato seja devidamente comprovado.

Um episódio semelhante já ocorreu em competições organizadas pela entidade. Em 2020, durante um duelo entre Paris Saint-Germain e Istanbul Basaksehir, o ex-jogador Pierre Webó acusou o quarto árbitro romeno Sebastian Col?escu de usar uma expressão racista ao se referir a ele. O caso ganhou repercussão mundial, mas acabou não resultando em punição esportiva exemplar.

Dentro de campo, o Real Madrid venceu por 1 a 0, com gol marcado por Vinícius Júnior no início do segundo tempo. Após a comemoração do brasileiro, uma discussão teve início, envolvendo jogadores do Benfica e parte da torcida, o que levou o árbitro François Letexier a interromper a partida e acionar o protocolo antirracismo.

O jogo de volta está marcado para a próxima quarta-feira, 25, no Santiago Bernabéu, em Madri. O clube espanhol joga pelo empate para avançar às oitavas de final, enquanto o desfecho da investigação da Uefa seguirá em paralelo, sem prazo definido para conclusão.

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Estadão
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