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Renan, Edmundo e Marcinho: relembre acidentes de carro envolvendo jogadores do futebol brasileiro

Acidente causado pelo zagueiro do Red Bull Bragantino nesta sexta-feira não é o único nos últimos anos com morte

22 jul 2022 - 17h30
(atualizado às 17h30)
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O zagueiro Renan, que pertence ao Palmeiras mas está emprestado ao Red Bull Bragantino, se envolveu em um acidente de trânsito na Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira que resultou na morte de um motociclista de 38 anos. O atleta foi preso na tarde desta sexta-feira.

O carro conduzido por Renan teria invadido a faixa contrária e batido de frente em uma motocicleta. A vítima deixa mulher e duas filhas. Há um agravante no caso de Renan. Além de ter apresentado sinais de embriaguez, ele não poderia dirigir, pois, segundo informou a Polícia Rodoviária Estadual, o zagueiro não tinha CNH definitiva e estava com a permissão para dirigir suspensa, tornando o crime inafiançável.

Casos de acidentes com vítimas fatais não são inéditos entre jogadores do futebol brasileiro. Além de Renan, Edmundo, em 1995, e Marcinho, em 2020, à época jogador do Athletico-PR, são alguns dos casos que vêm rapidamente à memória. O Estadão elenca outros incidentes no trânsito que aconteceram com atletas que atuavam no país.

Edmundo

Talvez o caso mais famoso aconteceu em dezembro de 1995. Edmundo, à época jogador do Flamengo, se envolveu em um acidente de carro durante a madrugada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O choque entre os veículos resultou na morte de três pessoas.

Posterior ao acidente, o inquérito policial afirmou que Carlos Pontes (uma das vítimas) avançou o sinal em seu veículo e se chocou com a Cherokee do atacante. Nenhum dos motoristas estava embriagado, mas Edmundo dirigia acima do limite de velocidade permitido no local, que se tornou um agravante ao acidente.

Em 1999, o atacante foi condenado homicídio culposo e lesão corporal à pena de 4 anos e meio de prisão por ter sido considerado, segundo a Justiça, o responsável pelo acidente. Edmundo chegou a ser preso duas vezes - no ano da decisão judicial e em junho de 2011 -, mas foi solto por conta dos recursos da defesa. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela prescrição dos crimes.

Marcinho

No dia 30 de dezembro de 2020, o lateral direito Marcinho atropelou um casal de professores na Avenida Lúcio Costa, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Alexandre Silva de Lima morreu no local e Maria Cristian José Soares foi levada ao hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos e veio a óbito dias depois. Peritos atestaram que o veículo estava a uma velocidade superior ao limite no trecho do acidente e que havia álcool em circulação no seu corpo.

Imagens obtidas pela TV Globo flagraram o jogador estacionando o carro próximo ao local do acidente e indo até a casa de um amigo, sem prestar socorro às vítimas. Em 2021, o lateral chegou a um acordo para pagar R$ 200 mil aos quatro netos (R$ 50 mil para cada) como indenização pelo acidente.

Por ainda estar respondendo pelo acidente, Marcinho, que está sem clube desde abril, foi impedido pela Justiça de deixar o Brasil. Ele chegou a ser anunciado como reforço do Pafos FC, do Chipre, o juiz Rudi Baldi Loewenkron, da 34ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, negou a saída do jogador.

Guilherme

Na época jogador do Corinthians, o ex-atacante Guilherme se envolveu em 2002 em um acidente que causou a morte de duas pessoas, em Marília, interior de São Paulo. O carro em que o atleta estava invadiu a pista no sentido oposto da rodovia e colidiu de frente contra outro veículo. O jogador não sofreu nenhum ferimento grave.

Guilherme, que guiava o veículo, e o amigo, Fabiano Travain Pardo deixaram o local do acidente logo em seguida, sem prestar socorro às vítimas, Marcelo Aparecido de Souza e sua sogra, Maria Benedita Fossal, faleceram no local. O jogador arcou com os custos do velório.

Edinho

Em 1992, o goleiro Edinho, filho de Pelé, esteve envolvido em um acidente de trânsito na Avenida Epitácio Pessoa, em Santos-SP, como passageiro. Marcílio José Marinho de Melo, que pilotava o veículo, atropelou e matou um homem enquanto participava de um "racha" - corrida de rua ilegal.

Tanto Edinho quanto Marcílio foram condenados, em 2014, a pagar uma pensão mensal vitalícia equivalente a 2/3 de 12 salários mínimos (R$ 5.792 mil) e danos morais de 200 salários mínimos (R$ 144.800 mil) para a esposa da vítima. A Justiça de São Paulo julgou que o racha, por ser proibido, faz com que os condutores que o praticam assumam o risco da ocorrência de quaisquer acidentes que possam vir a causar.

Estadão
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