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Real Madrid: entenda como reforma do Santiago Bernabéu vai gerar novas fontes de receitas ao clube

Com proposta inovadora, especialistas explicam porque o time merengue optou por uma arena multiuso

6 set 2022 - 15h10
(atualizado em 6/9/2022 às 15h37)
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A reforma do Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, que teve início em 2019, está em fase final e tem uma proposta inovadora. O clube merengue quer transformar o estádio em uma arena multiuso simultânea, para promover não só jogos de futebol do atual vencedor da Liga dos Campeões, mas também eventos de outros esportes, como futebol americano, vôlei e tênis, além de shows.

O gramado utilizado nas partidas do Real Madrid será divido em placas. Assim, quando a arena estiver reservada para outros tipos de eventos, estes módulos de grama serão guardados no subterrâneo do local. Assim sendo, não haverá qualquer tipo de dano e com muita simplicidade, como num quebra-cabeças, poderá ser facilmente remontado. O terreno vazio deixado pela grama poderá dar lugar a quaisquer outros tipos de solos, como os pisos de madeira de jogos de basquete até mesmo solos mais simples para aguentar multidões que apreciarão shows de música.

O novo Santiago Bernabéu abre um leque de opções para gerar novas receitas. Na opinião de Armênio Neto, especialista em negócios no esporte, este formato de estádio deve se consolidar no futebol, uma vez que os clubes já perceberam o tamanho da rentabilidade. "Ouvimos o termo arena multiuso desde antes da Copa de 2014. Hoje, é nítido que a utilização das arenas em datas além dos jogos de futebol está aumentando, mas é nos projetos mais modernos que percebemos as grandes inovações e soluções que permitem mais variações no uso desses espaços', analisou.

O Real Madrid já está utilizando novamente o Santiago Bernabéu, mas ele só estará 100% pronto em 2023 Foto: Juan Medina / Reuters

O especialista também reforça a necessidade dos maiores times do mundo em gerar cada vez mais fontes de receita e que o estádio é um espaço propício para isso. "As partidas de futebol preenchem de 10% a 15% dos 365 dias do ano e só com novos e múltiplos eventos é possível gerar mais lucro, até porque os custos estão ali, batendo na porta diariamente."

Com capacidade para mais de 80 mil lugares, a conclusão das obras está prevista para junho de 2023. O orçamento inicial da reforma foi estimado em 575 milhões de euros, para serem pagos nos próximos 25 anos.

Pedro Melo, executivo comercial do Atlético-MG, que também está finalizando a construção de seu estádio, a Arena MRV, entende que, apesar dos valores para a implementação de tais projetos serem elevados, o retorno do investimento certamente compensa no médio e longo prazo.

"No caso específico do Real Madrid, por ser um time global, e estar em um país europeu, esse espaço se torna ainda mais relevante, tendo em vista o número de turistas que visitam a cidade e que, a partir de um espaço atrativo e moderno, poderão interagir comercialmente com a instituição. As arenas apresentam novas possibilidades de arrecadação. As vendas de camarotes, eventos, shows e demais ativos são um novo dinheiro que entra no caixa, reforçando o clube em um todo", afirmou Melo.

Considerada uma das principais especialistas em estruturas desmontáveis no país e a maior em overlay da América Latina, a diretoria executiva da Fast Engenharia, Tatiana Fasolari, afirma que essa deve ser uma tendência nas principais arenas pelo mundo. "A infraestrutura temporária em grandes eventos é a grande tendência deste século. Por ser extremamente sustentável, com a reutilização de praticamente todo material, redução de custo na construção e principalmente na manutenção pós a realização do evento", explicou.

Com trabalhos realizados nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, na Copa do Mundo de 2014, GP de Fórmula 1 de São Paulo, ATP 500 Rio Open 2019, Jogos Pan-americanos de Lima 2019 e outros, e um próximo a acontecer no Paraguai com os Jogos Sul-Americanos, ela explica quais são os maiores desafios. "Neste modelo de negócio, é preciso ter empresas capazes de executar esses projetos, além de gestão e experiência da equipe", concluiu.

Estadão
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