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Futebol

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'Não somos influenciados por ninguém, nem por Infantino', diz chefe de arbitragem da Fifa

Pierluigi Collina defendeu a atuação dos árbitros da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá

9 jul 2026 - 09h29
(atualizado às 09h31)
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O chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, saiu em defesa da atuação dos juízes na Copa do Mundo. O dirigente criticou os questionamentos feitos contra a integridade dos árbitros do Mundial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por exemplo, disse que o árbitro brasileiro Raphael Claus era "suspeito". Foi o juiz o responsável por expulsar o atacante Balogun, dos Estados Unidos, na partida de 16 avos de final contra a Bósnia.

Pierluigi Collina negou interferência no Comitê de Arbitragem da Fifa.
Pierluigi Collina negou interferência no Comitê de Arbitragem da Fifa.
Foto: Divulgação/Fifa / Estadão

Posteriormente, o Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu a execução do gancho automático de Balogun, de modo que o jogador entrou em campo no duelo de oitavas de final contra a Bélgica. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu que recebeu uma ligação de Donald Trump sobre o "caso Balogun", mas assegurou que o Comitê Disciplinar é um órgão independente dentro da entidade que comanda o futebol mundial.

Pierluigi Collina garantiu que o Comitê não recebe interferências políticas nas decisões, assegurando o trabalho íntegro e independente do órgão.

"Quando isso acontece (se questiona a honestidade dos árbitros), pode provocar reações que resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável", afirmou Collina em entrevista ao site da Fifa.

"Da mesma forma, ninguém pode afirmar que a arbitragem da Fifa pode ser influenciada por qualquer pessoa, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino. Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre dão o melhor de si", complementou.

Na partida entre Argentina e Egito pelas oitvas de final, a equipe africana contestou a atuação do árbitro francês François Letexier. O juiz anulou um gol egípcio após sinalização do VAR, que apontou falta no início do ataque. Ele ainda validou um gol da Argentina, sendo que a comissão técnica do Egito cobrou uma possível falta de Julián Álvarez em Salah.

"Se uma falta for identificada na construção da jogada e for considerada como tendo impacto no gol, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não há limite definido em relação à distância do gol ou ao tempo decorrido entre o incidente e o gol. Attia claramente pisa no pé do argentino de número 6, Lisandro Martínez", justificou o chefe de arbitragem, explicando o gol anulado do time africano.

Pierluigi Collina também comentou o gol validado da Argentina. "Pisar no pé de um adversário é falta, enquanto um defensor que toca a bola primeiro e depois faz um contato normal de jogo não cometeu infração. Novamente, um exemplo disso ocorreu no final da mesma partida. O árbitro e o VAR consideraram que houve contato normal de jogo entre o egípcio de número 10, Mohamed Salah, e o argentino de número 10, Julián Álvarez", afirmou.

"É claro que sempre haverá um elemento de subjetividade em algumas decisões, mas estamos satisfeitos com a forma como esse princípio foi aplicado ao longo do torneio", discursou.

A Federação de Futebol do Egito, por meio do mandatário Hany Abo Rida, chegou a enviar uma queixa à Fifa contra a atuação do árbitro. O presidente pediu uma investigação sobre os lances, além da exclusão do quarteto francês das escalas de arbitragem.

"Com um número tão elevado de jogos disputados num período relativamente curto, é normal que algumas coisas não corram como o esperado", afirmou Pierluigi Collina.

Estadão
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