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Martinelli teve ascensão meteórica do Ituano ao futebol inglês e nesta sexta estreia na Copa

Jovem atacante de 21 anos foi surpresa na lista do técnico Tite para a disputa do Mundial do Catar; ele atuou pela seleção brasileira em apenas três partidas

2 nov 2022 - 14h36
(atualizado em 2/12/2022 às 09h12)
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A trajetória de Gabriel Martinelli foi única dentre os jogadores convocados por Tite para representar o Brasil na Copa do Mundo do Catar. O menino de Guarulhos, de apenas 21 anos, é o mais novo da lista e teve ascensão meteórica na carreira nos últimos anos. São apenas quatro anos como atleta profissional.

Martinelli passou pela base do Corinthians tanto no futsal quanto no campo, mas trocou o clube pelo Ituano na categoria sub-15. Em novembro de 2017, ele assinou seu primeiro contrato profissional com o clube de Itu e estreou no time principal em março de 2018. O Ituano era comandado por Juninho Paulista, que hoje é coordenador das seleções da CBF.

"Juninho Paulista era o presidente do Ituano. Meu empresário era amigo do Juninho, então comecei a jogar lá com 13 anos. Foi difícil para mim porque o Corinthians era mesmo a minha vida e, como mudamos de casa, também deixei meus amigos de escola. Chorei muito quando me disseram que precisava me mudar. Foi difícil para mim ser tão jovem, mas acabou sendo muito bom", disse ao The Athletic. Precoce, ele chegou a fazer quatro testes no Manchester United aos 13, 14, 15 e 16 anos de idade. Não passou, mas não desistiu.

No Paulistão de 2019, Martinelli marcou seis gols durante a competição e ajudou a equipe de Itu a chegar às quartas de final. O jovem foi eleito a revelação do campeonato estadual e integrou a seleção do torneio. A vida do atacante mudaria completamente em pouco tempo.

Martinelli assinou contrato de cinco anos com o Arsenal, da Inglaterra, em julho. Em pouco tempo, o jovem mostrou talento nos treinos e ganhou a confiança da comissão técnica, que optou por não emprestá-lo para ganhar experiência. Já em agosto, ele fez sua estreia pelo time londrino. Desde então, virou querido pelo técnico espanhol Mikel Arteta, pelos companheiros de equipes e pela torcida do clube.

O garoto talentoso não sentiu a pressão da grande mudança na carreira e colecionou ótimas atuações nos gramados ingleses. A rápida adaptação surpreendeu positivamente. O Arsenal liderava o Campeonato Inglês, com 34 pontos, dois a mais que o Manchester City, quando ele foi convocado pela seleção para a Copa do Catar.

A empolgação interna é tão grande que a diretoria do clube quer estender seu contrato, com vínculo até 2024, para mais dois anos. "Estou muito feliz no Arsenal. Eu já disse isso muitas vezes. Este é o meu clube. Adoro estar aqui, adoro a cidade, adoro o clube. Eu amo tudo no Arsenal, então quero ficar. Só preciso de uma caneta", disse Martinelli sobre assinar um novo acordo.

Ponta de velocidade, ele tem atuado aberto pela esquerda, apesar de destro, e foi elogiado por Tite. Martinelli entrou em campo pelo Brasil apenas três vezes, contra Chile, Bolívia e Japão, todas saindo do banco de reservas. Foi convocado pela primeira vez em março deste ano. Agora, ele tem a chance de encarar Camarões em uma partida de Copa. Sua idade permite que ele pense e faça planos para outros Mundiais.

"A função dele é de externo, ponta agressivo. Tem sido um dos destaques do Arsenal, líder da Premier League. Jogador de transições em velocidade. Ele esteve conosco em outras convocações e vem mantendo esse nível", disse Tite ao explicar a convocação do jovem, que é o segundo atleta com mais dribles certos por jogo no Campeonato Inglês, segundo números da plataforma Sofascore.

Na seleção, o garoto passou pela categoria sub-18 e sub-23, além de ter ajudado a equipe olímpica a conquistar o ouro nos Jogos de Tóquio, no ano passado. O desempenho o ajudou a ser lembrado no time principal. A mesma velocidade que usa sobre os defensores adversários foi a que teve para conquistar uma ascensão vertiginosa na carreira.

Estadão
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