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Técnico do Shakhtar detona atletas brasileiros e Fluminense

31 jul 2014 13h16
| atualizado às 14h33
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<p>Lucescu tem elenco recheado de brasileiros, mas diz que é difícil manter mais do que dois na mesma equipe</p>
Lucescu tem elenco recheado de brasileiros, mas diz que é difícil manter mais do que dois na mesma equipe
Foto: Laurence Griffiths / Getty Images

A polêmica com jogadores brasileiros na Ucrânia ganhou proporções impressionantes nesta quinta-feira. O técnico do Shakthar Donetsk, Mircea Lucescu, resolveu protestar abertamente contra os atletas que não se reapresentaram ao clube recentemente. Em entrevista ao site do Shakthar, detonou praticamente todos brasileiros do elenco e ainda disse que a Europa inteira reclama da falta de profissionalismo dos jogadores do País.

O Shakthar é recheado de brasileiros no elenco, mas muitos deles não quiseram se reapresentar ao clube neste mês, alegando terem medo dos conflitos entre Ucrânia e Rússia. Mas Lucescu entende que tudo isso não passa de um "golpe" dos empresários para que seus agenciados fiquem livres e negociem com outros clubes.

"É muito difícil trabalhar com os brasileiros. O profissionalismo deixa a desejar. Quando se assina um contrato, eles precisam entender que esse contrato deve ser respeitado. O Shakhtar subiu para um nível que não pode ter jogadores pouco profissionais. Eu chamo a atenção dos agentes dos nossos brasileiros, porque não é correto conspirarem para levar daqui os jogadores", opinou Lucescu.

O técnico inclusive criticou individualmente dois jogadores: Bernard e Wellington Nem, que ainda não se reapresentaram ao clube. De acordo Lucescu, há influência direta do Fluminense na atitude de Nem: "dizem que o Fluminense quer ficar com ele. Mas foi o Fluminense que nos apresentou o Nem quando ele estava tendo problemas na virilha há 8 meses e não nos disseram nada sobre isso. E agora querem pegar ele de volta como agente livre", afirmou o técnico, dizendo ainda que nem conhece o potencial do jogador por ele ter ficado muito tempo machucado.

Em contato com o Terra, a assessoria de imprensa do Fluminense informou que tomou conhecimento das declarações de Lucescu, mas disse que ainda sentará para avaliá-las e só depois se posicionará a respeito do tema.

E as críticas de Lucescu não se limitaram aos brasileiros do Shakthar. De acordo com ele, toda a Europa reclama de quem é do País: "eles não têm, infelizmente, esse tipo de educação: cumprir os seus contratos e executar as funções que lhes são designadas. Eu não estou falando apenas e especificamente dos nossos jogadores brasileiros, mas no geral, dos jogadores brasileiros que atuam na Europa. Tivemos alguns problemas com Matuzalém e com Elano", lembrou.

Apesar de tudo, o técnico ainda fez algumas ressalvas, elogiando alguns brasileiros: "há exceções. Muito depende dos agentes. Do agente de Luiz Adriano, por exemplo, só posso dizer coisas boas". Lucescu também lembrou de Fernandinho, Jadson e Brandão como bons exemplos.

Veja outras declarações de Lucescu sobre os jogadores brasileiros na Europa:

Toda Europa reclama de brasileiros

Os treinadores fazem frequentemente críticas dirigidas aos jogadores brasileiros. Dizem que é difícil manter mais do que dois na mesma equipe. Não é nada fácil trabalhar com eles. Eles são tão talentosos, quanto confiantes em seus instintos para tomar decisões. E acabam tomando muitas vezes decisões sem pensar

<p>Bernard ainda não voltou ao Shakhtar</p>
Bernard ainda não voltou ao Shakhtar
Foto: Marcelo Regua / Reuters
Empresários dos brasileiros

Os agentes, infelizmente, pensam em primeiro lugar em seus interesses profissionais e não pensam no fato de os brasileiros não serem só atletas, mas também seres humanos. Apenas seres humanos! Ao fazerem pressão sobre os jogadores, eles afetam as suas vidas e a vida de suas famílias. Afinal de contas, não existe só o talento, mas também os critérios morais pelos quais se avaliam as pessoas

Bernard

chegou um mês e meio atrasado depois da assinatura do contrato. Mas nós o entendemos: ele é jovem. Mas agora está de novo atrasado, eu lhe dei duas semanas para descansar depois da Copa, do mesmo jeito que dei ao Srna. Ele deveria ter vindo duas semanas depois, supostamente, no dia 27, 28 no máximo. Hoje já é dia 30 e ele ainda não veio

O que vai fazer

Quero que eles não esqueçam que, além de direitos, eles têm também muitas responsabilidades. Isso é mais para os jogadores mais jovens, que são influenciáveis e que, sem conhecerem a situação, sem compreenderem muitas coisas, agem por instinto. Como treinador, eu fui colocado em uma situação difícil.

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Fonte: Terra
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