Atlético de Madrid derrota Barcelona e fica perto da vaga na semifinal da Champions League
No outro jogo desta quarta-feira, PSG abre vantagem sobre o Liverpool
O Atlético de Madrid deu um passo muito grande em direção à semifinal da Champions League, nesta quarta-feira, ao derrotar o Barcelona, no Camp Nou, por 2 a 0. Com o resultado, o time do técnico Diego Simeone poderá até perder por um gol na próxima terça-feira em seu campo para ficar entre os quatro primeiros colocados da principal competição de clubes da Europa.
O Barcelona entrou no reformulado Camp Nou defendendo uma marca de respeito. Desde que o estádio foi entregue, os catalães somaram apenas triunfos: 14 em sequência.
Depois do início alucinante, os times passaram a apostar na posse de bola e se revezaram na armação das jogadas de ataque. Aos 17, Lamine Yamal foi lançado pela direita e cruzou para Rashford, que marcou o gol. Mas a assistência foi feita em impedimento.
O lance, apesar de invalidado, deu confiança ao Barcelona, que passou a ter o domínio territorial. No duelo particular entre Rashford e Musso, o goleiro do Atlético voltou a levar vantagem aos 30 minutos. Três minutos mais tarde, Gerard Martín levou perigo ao time madrilenho em chute de longe.
Aos 41 minutos, o lance do primeiro tempo. Simeone foi lançado no meio da zaga e acabou derrubado por Cubarsi. Com a ajuda do VAR, o juiz expulsou o jogador do Barcelona. Na cobrança, Julián Álvarez bateu com perfeição: 1 a 0.
Com a intenção de obter maior velocidade, o Barcelona voltou dos vestiários com Gavi e Fermín López nos lugares de Pedri e Lewandowski, mas viu o Atlético adotar uma postura agressiva com marcação na saída de bola dos catalães.
Aos cinco minutos, Yamal lançou Rashford, que driblou o goleiro, mas chutou para fora. Aos sete, o atacante inglês quase empatou de falta.
Empurrado pela torcida no estádio, onde não perdia havia 14 jogos desde que foi remodelado, o Barcelona passou a ocupar apenas o campo de ataque. O problema foi encontrar uma forma de superar a forte defesa do Atlético, que mostrou maturidade para tocar a bola e frustrar o rival, a ponto de ficar com 53% de posse de bola.
Aos 25 minutos, o Atlético teve paciência de trocar passes e chegou ao segundo gol. Ruggeri escapou pela esquerda e cruzou para o oportunismo de Sorloth: 2 a 0.
O Barcelona foi no desespero na busca por diminuir o prejuízo, mas faltou inspiração para fugir do paredão armado por Simeone.
PSG comprova favoritismo diante do Liverpool e dá grande passo à semifinal da Champions
Atual campeão, o Paris Saint-Germain fez valer o mando de campo e abriu boa vantagem no confronto de ida das quartas de final da Champions League ao superar o Liverpool, no Parque dos Príncipes, por 2 a 0, nesta quarta-feira. Doué, logo no começo, e Kvaratskhelia, na etapa final, anotaram os gols da partida, na qual a vantagem poderia ser ainda maior pelas grandes oportunidades desperdiçadas.
O duelo de volta acontece na próxima terça-feira, em Anfield, onde as equipes também definiram vaga em 2025. Na ocasião, os franceses descontaram o 1 a 0 sofrido em casa e viram o italiano Donnarumma brilhar nos pênaltis, defendendo as batidas de Darwin Núñez e Curtis Jones. Desta vez, jogarão podendo até perder por um gol de diferença.
Naquele mata-mata válido pelas oitavas de final, os times protagonizaram dois grandes jogos, com os visitantes levando a melhor por 1 a 0. A definição ocorreu nos pênaltis após prorrogação sem gols, em Anfield, e os franceses se deram bem, com 4 a 1, ganhando embalo para a inédita conquista.
O reencontro em Paris, nesta quarta-feira, veio com sentimentos distintos. O PSG empolgado por quatro triunfos seguidos, sendo um massacre diante do Chelsea nas oitavas de final, com 8 a 2 no agregado. Já o Liverpool, em crise, tinha de dar a volta por cima, pois perdeu seus dois últimos jogos, no sábado apanhando por 4 a 0 do Manchester City na queda nas quartas da Copa da Inglaterra.
Mandante, o PSG queria levar um bom resultado para a Inglaterra, e as transições rápidas, pelas beiradas, eram a tática para um importante triunfo. Diante de um fechado oponente, desfalcado do goleiro brasileiro Alisson, machucado, mas com a volta de Salah (ficou na reserva), a paciência se fazia necessária.
Mas a equipe francesa tinha pressa e saiu ao ataque desde o apito inicial, chegando sempre com perigo, porém com dificuldades em finalizar na meta de Mamardashvili. A primeira batida no alvo, aos 10 minutos, abriu o marcador. Doué contou com desvio em Gravenberch para encobrir o goleiro georgiano.
O dilema da equipe de Arne Slot após o gol cedo era abandonar o esquema defensivo em busca da igualdade ou manter-se precavido, evitando uma derrota maior. As idas ao ataque do Liverpool eram tímidas, na base de cruzamentos para o goleador Ekitike ou em tabelas pelo meio, sempre sem dar espaços atrás.
O PSG sufocante dos minutos iniciais se transformou em equipe de contragolpes em alta velocidade. Mas, sem encaixar o lance preciso. Doué até teve chance de ampliar, parando em defesa com os pés de um arrojado Mamardashvili, que também espalmou a batida de Kvaratskhelia desviada na defesa. João Neves, livre, ainda mandou para fora em chute torto.
O Liverpool se portava bem na defesa e repetia a coragem de 2025 no Parque dos Príncipes, apesar da falta de pontaria no toque final. Frimpong apareceu de frente para Safonov e errou o alvo.
O PSG voltou do descanso com mais velocidade e facilmente criou chances. Melhor do mundo, Dembelé recebeu livre dentro da área e mandou a oportunidade de ouro pelo alto. Envergonhado com o erro bisonho, escondeu o rosto com as mãos.
Ciente de que a vantagem mínima não era suficiente, o PSG aumentou a pressão e ampliou com sua estrela, Kvaratskhelia, aproveitando lindo passe de João Neves entre os defensores. Logo depois, o árbitro anotou pênalti de Konaté em Zaire-Emery, mas mudou sua anotação após consulta ao VAR.
Empurrado pela torcida, o PSG não se acomodou em campo e fez minutos finais em alta intensidade. Dembélé carimbou a trave após tabela com Lee Kang-in, enquanto Nuno Mendes recebeu de Kvaratskhelia e tropeçou na bola dentro da área em outra chance boa desperdiçada. No fim, apesar da festa francesa pelo triunfo, o sentimento era de que o resultado poderia ser mais largo.
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