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Interferência externa? CBF explica presença de Péricles Bassols em análise da expulsão de Carrascal

CBF explica que função de 'observador do VAR' prevê contato com demais integrantes da comissão em risco de aplicação incorreta do protocolo

2 fev 2026 - 17h24
(atualizado às 18h51)
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Para a CBF, não houve interferência externa em revisão que determinou expulsão de Carrascal.
Para a CBF, não houve interferência externa em revisão que determinou expulsão de Carrascal.
Foto: CBF TV/Reprodução / Estadão

Atuando como observador do VAR na Supercopa Rei, Péricles Bassols precisou intervir na revisão de Rodolpho Toski Marques para a análise que determinou a expulsão de Carrascal, do Flamengo, antes do recomeço da partida vencida pelo Corinthians, na volta do intervalo.

A presença de Bassols durante a revisão foi questionada pelo comentarista de arbitragem Paulo Caravina (@soudoapito) como possível interferência externa. Para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), porém, trata-se de medida prevista para a função desempenhada por Bassols na partida (veja comunicado a íntegra abaixo).

Segundo o protocolo, o observador do VAR não pode "estar envolvido em qualquer tomada de decisões, com a exceção de impedir uma infração do protocolo". A CBF afirma que Bassols "limitou-se a reforçar que o procedimento adotado estava em conformidade com as diretrizes do VAR, sem qualquer recomendação sobre a decisão a ser tomada pelo árbitro".

"Ressalte-se que orientar sobre o procedimento é da natureza da função do Observador de VAR, e não configura interferência externa", completa a entidade.

O que aconteceu?

No fim do primeiro tempo, Carrascal agrediu Breno Bidon, em lance que não foi visto pelo árbitro de campo, Rafael Klein. A etapa inicial foi encerrada, e os times foram aos vestiários.

A checagem do VAR foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo. A intervenção do VAR em casos de conduta violenta é prevista a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo.

"No lance em questão, ao término do primeiro tempo, a varredura realizada pelo árbitro assistente de vídeo, com base nas imagens das 34 câmeras disponíveis, não identificou de forma conclusiva uma possível conduta violenta. A imagem que evidenciou o lance foi detectada apenas durante o intervalo da partida, procedimento que está expressamente amparado pelo Livro de Regras do Jogo", diz a CBF, em nota.

Na imagem da cabine do VAR, é possível ver Péricles Bassols junto do VAR Rodolpho Toski Marques e do assistente de VAR, Emerson de Almeida Ferreira. Bassols justifica a revisão mesmo após o fim do primeiro tempo: "Conduta violenta pode ser revisada a qualquer momento", frase repetida por Toski Marques.

"Eu vou te mostrar o ponto de contato, Klein, e depois em velocidade em 30%, você vai ver a mão fechada, fora da disputa de bola, uma conduta violenta atingindo o queixo do adversário", explicou o árbitro de vídeo a Rafael Klein.

O árbitro de campo respondeu: "Ok. Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo o movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho para o número 15 (Carrascal) por conduta violenta, ok?".

Em outro comunicado, publicado ainda no domingo, a CBF já havia explicado o procedimento. A entidade informou ainda que houve uma queda de energia elétrica em setores do estádio, inclusive na cabine do VAR, durante o intervalo do jogo. "O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente, a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo", diz a nota.

O Corinthians abriu o placar no primeiro tempo, com Gabriel Paulista, de cabeça. No minuto anterior ao período em que o VAR esteve fora do ar, o time alvinegro ampliou com Memphis Depay, mas a arbitragem assinalou impedimento. Yuri Alberto balançou as redes nos acréscimos e garantiu a vitória por 2 a 0.

Veja o comunicado da CBF sobre possível interferência externa na revisão que determinou expulsão de Carrascal

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) repudia as ilações ao atribuir a expulsão do atleta Jorge Carrascal, do Flamengo, na Supercopa Rei, à suposta interferência de um agente externo, o Observador de VAR designado para a partida, Péricles Bassols.

A função do Observador de VAR na VOR (Video Operation Room) é zelar pelo cumprimento do Protocolo do VAR e garantir a correta aplicação das regras, sem qualquer participação na tomada de decisão do árbitro de campo. No lance em questão, ao término do primeiro tempo, a varredura realizada pelo árbitro assistente de vídeo, com base nas imagens das 34 câmeras disponíveis, não identificou de forma conclusiva uma possível conduta violenta. A imagem que evidenciou o lance foi detectada apenas durante o intervalo da partida, procedimento que está expressamente amparado pelo Livro de Regras do Jogo.

Com o reinício da partida, ao informar que se dirigiria à ARA (Área de Revisão do Árbitro), o árbitro central, Rafael Klein, foi orientado pelo VAR quanto ao cumprimento do protocolo previsto para a situação. O Observador de VAR limitou-se a reforçar que o procedimento adotado estava em conformidade com as diretrizes do VAR, sem qualquer recomendação sobre a decisão a ser tomada pelo árbitro. Ressalte-se que orientar sobre o procedimento é da natureza da função do Observador de VAR, e não configura interferência externa.

Qualquer recomendação quanto à decisão final caracterizaria, esta, sim, interferência indevida - o que não ocorreu. A decisão foi tomada exclusivamente pelo árbitro central, após a revisão das imagens na ARA, procedimento recomendado pelo árbitro assistente de vídeo, Rodolpho Toski.

Por fim, a CBF reafirma que Péricles Bassols, Observador de VAR da partida, é instrutor de VAR da FIFA e da Conmebol, com atuação pautada pelo rigor técnico, pela observância das regras e pela integridade dos processos da arbitragem.

Estadão
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