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Horários de atividades físicas influenciam na qualidade do sono e ciclo biológico

Médica Lara Pinotti comenta sobre alterações feitas na saúde e bem-estar por meio de prática do esporte

5 fev 2026 - 14h50
(atualizado às 14h50)
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Médica Lara Pinotti
Médica Lara Pinotti
Foto: Divulgação / Esporte News Mundo

Mesmo com atenção à alimentação, tentativa de manter atividade física e acompanhamento terapêutico, muitas pessoas continuam lidando com cansaço persistente, ansiedade, dificuldade de concentração e variações de humor. Em diversos casos, a origem desse desconforto não está no esforço insuficiente, mas na forma como o tempo é organizado ao longo do dia. E isso engloba atletas, amadores ou profissionais, como jogadores do Campeonato Brasileiro, ou até mesmo quem não é atleta, mas busca uma melhor qualidade de vida.

O corpo humano opera a partir de um sistema de ritmos conhecido como ciclo circadiano. Esse relógio biológico coordena funções essenciais em intervalos aproximados de 24 horas, incluindo sono, digestão, metabolismo, produção hormonal, imunidade e saúde mental. Quando esse sistema perde alinhamento, os efeitos se espalham por múltiplos aspectos da vida cotidiana.

- O ciclo circadiano sustenta a organização de praticamente todos os processos do organismo. Quando ele se desregula, começam a surgir disfunções em cadeia - explicou Lara Pinotti, médica dedicada em precisão, saúde e estilo de vida da Longevitar.

O impacto desse desalinhamento costuma ser subestimado. Pequenos hábitos diários, muitas vezes considerados inofensivos, exercem influência direta sobre esse relógio interno.

O ciclo circadiano funciona como um organizador silencioso do corpo. Ele determina quando cada função deve ser ativada ou desacelerada. Quando há coerência entre rotina e ritmo biológico, o organismo responde com maior estabilidade. Quando essa coerência se perde, surgem sinais que parecem desconectados entre si, como dificuldade para dormir, ganho de peso, irritabilidade, fadiga constante e redução da energia mental.

- O corpo precisa de sinais consistentes de dia e de noite para funcionar adequadamente. Sem essa referência, ele entra em um estado de desorganização biológica - afirmou a médica.

A boa notícia é que esse sistema responde de forma eficaz à repetição e à constância. Ajustes simples, quando mantidos ao longo do tempo, ajudam a restaurar o ritmo interno.

De acordo com a prática clínica, a regulação do ciclo circadiano não depende de intervenções complexas, mas de hábitos sustentados. Um dos pilares centrais é manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana. Essa regularidade contribui para a sincronização do núcleo cerebral responsável por coordenar os ritmos do organismo, favorecendo a produção adequada de melatonina e o equilíbrio do cortisol.

Outro fator decisivo é a exposição à luz. Durante a manhã, a luz natural atua como um sinal claro de início do dia para o cérebro. À noite, a redução da luz artificial, especialmente a emitida por telas, evita a inibição da melatonina e facilita o início do sono. Esses estímulos visuais são determinantes para a leitura correta do tempo pelo organismo.

A organização dos horários das refeições também exerce papel relevante. Comer em intervalos semelhantes ao longo do dia auxilia na regulação dos chamados relógios periféricos, como os do fígado e do intestino. Essa constância contribui para melhor sensibilidade à insulina e para o equilíbrio do metabolismo energético. Não se trata apenas do conteúdo alimentar, mas do momento em que ele é ingerido.

Criar uma rotina noturna de desaceleração é outro elemento essencial. Atividades que reduzem o estado de alerta, como leitura, práticas respiratórias ou momentos de silêncio, ajudam o corpo a reconhecer o encerramento do dia. Esse processo favorece a transição hormonal necessária para o início do sono, reduzindo gradualmente o cortisol.

A prática regular de atividade física também influencia o ritmo biológico. O movimento diário contribui para a organização dos ciclos periféricos e para a qualidade do sono. No entanto, exercícios intensos próximos ao horário de dormir podem dificultar esse processo, sendo mais indicados em períodos anteriores do dia.

Os benefícios da regulação do ciclo circadiano ultrapassam o descanso noturno. Humor, energia, clareza mental, metabolismo e resposta ao estresse são diretamente influenciados pela coerência entre rotina e ritmo biológico.

Na Longevitar, esse cuidado é compreendido como parte estruturante da medicina de longevidade.

- Quando o ciclo circadiano está alinhado, o corpo como um todo responde melhor, e isso se reflete na saúde mental e na qualidade de vida - destacou Lara Pinotti.

Em rotinas marcadas por aceleração constante, muitas pessoas tentam compensar o cansaço com esforço adicional. No entanto, o organismo não responde à pressão, mas à previsibilidade e à coerência.

Regular o ciclo circadiano é, em essência, restaurar uma relação de confiança com o tempo. Quando esse alinhamento acontece, diversos aspectos da vida começam a se reorganizar de forma mais natural.

A Longevitar é uma clínica voltada à medicina da longevidade, com atuação baseada em prevenção, antecipação de riscos e acompanhamento contínuo ao longo do tempo. Seu trabalho parte do entendimento de que a ampliação dos anos de vida deve estar associada à preservação da autonomia, da clareza mental e da funcionalidade física.

A clínica estrutura o cuidado a partir de avaliações clínicas aprofundadas, exames de maior precisão e protocolos individualizados, integrando práticas voltadas à regeneração, ao equilíbrio metabólico e à manutenção do desempenho físico e cognitivo. A proposta se orienta por decisões sustentadas em evidência científica e por uma relação contínua entre paciente e equipe médica.

Esporte News Mundo
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