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Honduras e Suíça desembarcam em Manaus com poucos fãns

23 jun 2014
22h32
atualizado em 24/6/2014 às 00h15
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Enquanto 100 mil torcedores manauaras festejavam a vitória do Brasil, com show de Neymar, na Fan Fest, nas duas praças com telões e shows apoiados pelo governo e nas tradicionais ruas que fecham para os jogos do Brasil, Honduras e Suíça desembarcaram em Manaus.

<p>Dzemaili comemora timidamente gol suíço contra a França</p>
Dzemaili comemora timidamente gol suíço contra a França
Foto: EFE

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Com a concorrência do Brasil, pouquíssimos torcedores compareceram na chegada das delegações aos lugares onde ficarão hospedadas. Como os dois hotéis ficam muito próximos um do outro, os torcedores eram os mesmos. Dois deles, Rachel e seu amigo Picolé, conhecido palhaço de festas infantis na cidade, viraram habituês para os jornalistas.

"Estive na chegada da Itália, Croácia, Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. Trabalho perto e quando vejo movimentação de jornalistas eu pego minha máquina e venho. Nunca me deram bola, mas desta vez me dei muito bem", disse Rachel.

Essa história de se dar bem foi graças aos hondurenhos. Nos desembarques anteriores, o policiamento era rigoroso. Com pouca gente e quase nenhum carro nas ruas, a segurança foi afrouxada. Rachel aproveitou para tirar fotos próximo dos jogadores. Nessa hora, o lateral-direito Brayan Beckeles foi até ela e a abraçou. Ela nem conhecia o jogador, mas Picolé fotografou o momento e fez Honduras ganhar uma torcedora. "Vai dar 2 a 0 para Honduras", disse.

Picolé, que vestia camisa do Brasil com o nome de Thiago Silva, entrou na brincadeira e arriscou o placar de 1 a 0 para a seleção da América Central, para alegria dos 30 jornalistas hondurenhos que cobriam a tranquila chegada da sua seleção e entrevistavam os dois.

Vinte minutos depois, o ônibus suíço encostou na entrada do mesmo hotel que hospedou Portugal. Se Cristiano Ronaldo e seus companheiros contaram com o apoio de 500 torcedores quando chegaram, a Suíça teve 20. Metade veio do hotel hondurenho. E lá estava Rachel e Picolé, além de Silvia e de Rejane.

"Poxa, não deu para ir lá em Honduras", disse Rejane, que está fazendo um álbum com as fotos das chegadas das seleções.

"Deu para ver quase todas", lamentava, enquanto os jogadores da Suíça pegavam as malas em um silêncio só quebrado por um cinegrafista que gritava o nome de Shaqiri para que ele olhasse para a câmera. Aliás, o jornalista era hondurenho, porque suíço não havia nenhum para contar história.

Restou para a TV entrevistar Rachel. Satisfeita com as atenções, ela voltou a contar a sua história. Quando perguntada se estaria torcendo para a Suíça, ela sorriu, "quer me pegar né", e desconversou sem dizer o placar.

 

Fonte: Lancepress! Lancepress!
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