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Galvão Bueno pode deixar a Band por concorrente

25 jun 2025 - 23h54
(atualizado às 23h54)
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A Record abriu conversas com Galvão Bueno para integrá-lo a um projeto que prevê a cobertura da Copa do Mundo de 2026. A aproximação com o narrador, atualmente na Band, ocorre em meio à análise da compra de um pacote com 52 jogos do torneio, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho daquele ano, em 16 cidades-sede de três países.

Galvão Bueno comemora vitória do Flamengo conra o Chelsea
Galvão Bueno comemora vitória do Flamengo conra o Chelsea
Foto: Galvão Bueno comemora vitória do Flamengo conra o Chelsea ( Divulgação/Prime Video) / Gávea News

A eventual contratação do comunicador é vista internamente como uma jogada simbólica de reposicionamento. Profissionais do alto escalão consideram que sua chegada representaria uma alavanca de reputação para a emissora em um cenário historicamente liderado pela Globo. "A Record não tem os direitos da Copa do Mundo.

A transmissão deste evento ainda está em avaliação profunda pela direção. Logo, não temos negociações com nenhum profissional para esta transmissão", informou o canal em nota, após as especulações ganharem repercussão nacional.

Cléber Machado reage a tratativas com o veterano

A possibilidade de Galvão assumir protagonismo em transmissões de futebol provocou desconforto com Cléber Machado. A irritação do narrador, que foi contratado pela empresa após sua saída da Globo, aumentou com o vazamento das negociações entre o canal e o veterano locutor.

O incômodo nos bastidores foi revelado na semana passada, conforme apurou a coluna de Matheus Baldi.

Embora a direção negue oficialmente qualquer definição, fontes ligadas à emissora relatam que as conversas com Galvão ocorrem há semanas. A ideia de integrá-lo ao projeto da Copa faz parte de uma estratégia mais ampla, voltada à valorização da marca junto ao público esportivo e à exploração comercial de uma competição globalmente relevante.

Pacote negociado não inclui Brasil, semifinais ou final

O projeto que motiva o contato com Galvão está diretamente vinculado à tentativa de aquisição de metade dos direitos da Copa de 2026. Essa parcela, ainda disponível, contempla 52 partidas — nenhuma delas envolvendo a Seleção Brasileira ou as fases finais.

O bloco foi colocado no mercado pela LiveMode, que representa a Fifa no Brasil, e está estimado em R$ 400 milhões.

A Globo, por sua vez, assegurou anteriormente o pacote mais atrativo, que inclui todos os confrontos da equipe nacional, semifinais e final. A emissora teria desembolsado R$ 500 milhões por esse grupo, conforme cálculos do setor com base na cotação atual do dólar e em transações similares de edições passadas.

Audiência reduzida impacta projeções financeiras

A diferença de interesse entre os pacotes é refletida nos números da edição anterior. Em 2022, as partidas do Brasil alcançaram média de 50 pontos no Painel Nacional de Televisão, com 13 milhões de lares sintonizados e público estimado em 50 milhões de telespectadores.

Já duelos como Espanha x Alemanha e Argentina x México oscilaram entre 20 e 30 pontos em São Paulo, atingindo no máximo 2,2 milhões de domicílios. A variação chega a 150%.

Por esse motivo, parte da direção vê a operação como um teste para objetivos mais ambiciosos. A emissora acredita que, mesmo sem os jogos mais populares, a experiência pode funcionar como ensaio para uma eventual disputa pelos direitos da Copa de 2030.

A possibilidade surgiu após a Globo renunciar, em 2023, à exclusividade do torneio da próxima década e reduzir seus custos operacionais pela metade.

Gávea News
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