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Futmesa supera rótulo de recreação e vira aliado da preparação física dos clubes

Modalidade que mistura futebol e tênis de mesa vira febre entre os jogadores e também nos clubes

1 abr 2019 - 04h42
(atualizado às 08h24)
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Os times e a seleção brasileira passaram a ter um ritual novo nos treinamentos diários nos últimos anos. Antes de iniciar o trabalho no gramado, os jogadores se dedicam a uma modalidade que parece recreação, mas virou uma ferramenta técnica e de aquecimento: o chamado futmesa, mistura de tênis de mesa com futebol, é a nova sensação nos clubes.

Com uma bola de futebol e uma mesa com rede, formato e dimensões semelhantes à usada no tênis de mesa profissional, a modalidade está cada vez mais presente nas equipes. A seleção brasileira conta com o equipamento desde 2017 e até chegou a levá-lo para os treinos realizados na Rússia, durante a Copa do Mundo. Corinthians, Palmeiras e São Paulo também já utilizam o futmesa.

O jogo é geralmente praticado em duplas e usa parte das regras do tênis do mesa. Dois jogadores de cada lado usam as pernas, o peito e cabeça para sacar e enviar a bola ao outro lado com o intuito de dificultar o controle dos adversários. A bola pode quicar até uma vez em cada um dos lados da mesa.

A modalidade se tornou popular há pouco tempo. Até anos atrás os jogadores se divertiam no intervalo dos treinos ao brincar com a bola em uma mesa de plástico. Aos poucos, o equipamento evoluiu. Os modelos mais modernos são feitos de metal ou fibra de vidro e custam mais de R$ 10 mil.

Há vários fabricantes no mercado, com mesas de tamanhos variados, estilizadas com cores, nomes e gosto do comprador e de superfícies planas ou curvadas levemente para baixo. Os clubes brasileiros passaram a contar com o futmesa graças aos pedidos dos jogadores. No Internacional, o elenco dividiu as despesas para deixar uma mesa no centro de treinamento e outra no vestiário do Beira-Rio. A comissão técnica aprovou.

"Na parte técnica, a modalidade ajuda muito. Mexe com controle e domínio da bola, passe e reflexos rápidos. O futebol tem uma pressão diária, então promover uma situação mais divertida é bem bacana", disse o preparador físico do Internacional, Cristiano Nunes.

Uruguaio Carlos Sánchez mandou fazer uma mesa personalizada para ter em casa
Uruguaio Carlos Sánchez mandou fazer uma mesa personalizada para ter em casa
Foto: Reprodução/Twitter do Santos FC / Estadão

No Atlético-MG, o futmesa serve como aliado na recuperação de lesões. O fisioterapeuta do clube, Rômulo Frank, explica que ao deixar o departamento médico e começar a trabalhar com bola o jogador pode praticar a modalidade. "O intuito é fazer um aquecimento. O atleta aumenta a frequência cardíaca, tem mobilidade nas articulações e é interessante colocá-lo diante de movimentos imprevisíveis", afirmou.

Nos clubes, os jogadores costumam chegar mais cedo aos treinos para ter mais tempo a se dedicar ao futmesa. O lateral-esquerdo Wendell ajudou a virar febre no Bayer Leverkusen, da Alemanha. "Conheci o futmesa no futevôlei. Quando estava fora, esperando a vez de jogar, a gente colocava mesas de plástico e jogava", contou. O elenco do time alemão improvisava o jogo em uma mesa de plástico até a diretoria comprar um equipamento para atender a demanda.

O brasileiro brinca que existe até uma concorrência sadia entre os colegas para saber quem é melhor na brincadeira. "Como a bola não para, ajuda a pensar mais rápido, ter mais técnica no domínio e a dosar a força. Está me ajudando a pensar rápido. Vou para o treino mais ligado", disse Wendell.

Lateral Wendell pratica futmesa no Bayer Leverkusen e também em casa
Lateral Wendell pratica futmesa no Bayer Leverkusen e também em casa
Foto: Divulgação/Triple Comunicação / Estadão

Alguns jogadores como o próprio Wendell, Neymar, Thiago Silva e Philippe Coutinho fazem questão de ter uma mesa em casa, para brincar nas horas vagas com os amigos.

A novidade, no entanto, ainda gera estranheza. No mês passado a torcida do São Paulo protestou contra a eliminação na Copa Libertadores ao imitar um futmesa na porta do CT e criticar que o elenco em vez de treinar estava mais dedicado à modalidade.

Estadão
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