Foi pênalti para Cruzeiro e Vasco no Brasileirão? Comentarista de arbitragem analisa
Paulo Caravina avalia lances polêmicos em empate por 3 a 3 pela sexta rodada do torneio nacional
O empate por 3 a 3 entre Cruzeiro e Vasco, em partida da sexta rodada do Brasileirão, foi marcada por duas polêmicas de arbitragem envolvendo possíveis marcações de penalidades. Paulo Caravina, comentarista de arbitragem do perfil @soudoapito, analisou os lances.
"Quando avaliamos o lance pela câmera mais próxima, parece que a jogada é mais brusca do que realmente é, mas no ângulo aberto, é evidente não estava sob domínio de nenhum dos dois atletas. Quando a bola está em disputa é permitido o contato lateral entre os jogadores", explica Paulo Caravina. "O jogador se coloca à frente para a bola ficar com o seu companheiro. Seria falta se ele atingisse o jogador do Vasco nas costas."
O outro lance também aconteceu na etapa inicial. Matheus Pereira cobrou escanteio e Fabrício Bruno caiu na área depois de ter a camisa puxada pelo volante Barros. Tanto o árbitro quanto o assistente do VAR, Adriano de Assis Miranda, entenderam que houve a penalidade.
"O defensor do Vasco puxa o Fabrício Bruno para baixo a todo momento e só solta quando a bola passou pelos dois. Agarrar, puxar e empurrar só deve ser marcado quando há o impacto claro, quando impedir o adversário de jogar, chegar na bola ou derrubar. O jogador do Cruzeiro não por conta do puxão, mas ele não consegue chegar na bola porque foi puxado. Foi falta e deveria ter sido marcado o pênalti", explica Caravina.