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Diretor da Minas Arena analisa impacto da pandemia na gestão do Mineirão

29 abr 2020
16h48
atualizado às 16h48
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O impacto do novo coronavírus afetou vários clubes pelo país, e pode chegar também às gestões dos estádios. Casa dos clubes de Minas Gerais, o Mineirão viu as negociações com  Atlético-MG e Cruzeiro congelarem por conta da pandemia. Com a possibilidade da volta dos jogos com portões fechados, o diretor comercial da Minas Arena, Samuel Lloyd, falou sobre as perspectivas para o estádio.

"Realmente é impossível a gente prever. O Mineirão está de portas abertas. É muito difícil. A decisão de jogar no Mineirão, jogar no Independência, é uma escolha do clube. O Mineirão foi feito para grandes massas, grandes torcidas, grandes públicos. Pode ser mais caro o Mineirão, do que, por exemplo, o Independência, ou até mesmo um campo que não tenha um grande estádio. Se você tem só uma transmissão pela TV, talvez você não precise de um estádio de futebol para fazer aquele jogo. Então, são coisas que têm que ser avaliada pelos clubes e federações futuramente, mas, caso isso volte a acontecer, mandaremos propostas para Atlético, Cruzeiro e América, para quem quiser jogar no nosso estádio", disse Samuel Lloyd em entrevista ao Globoesporte.com.

A administração do Mineirão estava prestes a acertar um acordo para firmar parceria com Atlético-MG e Cruzeiro. A chegada da pandemia no Brasil, entretanto, frustrou as negociações, que ficaram congeladas. Segundo Lloyd, o contrato com o Galo previa jogar todos os jogos como mandante no Mineirão em 2020. Já a Raposa buscava um negócio com novos valores.

O diretor da Minas Arena voltou a falar do momento sem jogos por conta da pandemia, e colocou o Mineirão à disposição dos clubes. Ainda assim, ressaltou que o estádio pode ser usado para outros fins.

"Hoje, nós temos uma realidade muito difícil sem jogos, do mundo sem jogos, o que dificulta a gente celebrar acordo sem saber e entender como serão as partidas daqui para frente. O Mineirão está lá, caso os clubes queiram jogar, está à disposição. Mas a gente sempre deixa liberdade para o clube escolher. Se o clube não quiser jogar no Mineirão, o Mineirão vai ocupar a agenda com outros modelos de eventos esportivos ou culturais. Mas a ideia é que sempre o clube tenha liberdade para escolher"

Samuel Lloyd ainda revelou como o Mineirão tem se programado para enfrentar os impactos da pandemia. Segundo o diretor, nenhum funcionário do estádio foi dispensado, mas a gestão deverá passar por mudanças para se adequar ao menor fluxo financeiro.

"Aguentar, aguenta pelo período de concessão. No mesmo formato, é impossível em algum momento. Em algum momento, a gente tem que rever como opera. Até o momento, nós não dispensamos nenhum funcionário, a gente continua com a nossa equipe, aguardando uma previsão. A gente tinha uma expectativa de volta rápida dos jogos. A gente está começando a perceber agora que essa volta pode ser um pouco mais lenta do que a gente gostaria, mas a gente entende que é o momento de priorizar a vida das pessoas, que essa pandemia não se espalhe, mas isso pode sim acarretar em uma mudança estratégica na maneira que a gente opera o estádio. Agora, nós estamos também buscando saídas, com as pessoas buscando lives, fizemos uma agora em dia de Tiradentes, são possibilidades de arrecadar doações e também uma forma de sustentar essa equipe funcionando no estádio", pontuou.

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