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Antes do Juve-Nal, atacante Gil diz ser amante de clássicos

8 abr 2015
11h48
atualizado às 11h48
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 Mesmo com o Juventus já classificado ao quadrangular final da Série A3 do Campeonato Paulista de forma antecipada, Gil segue na expectativa de voltar a disputar um clássico na retomada da carreira. Na tarde de quarta, dia 8, a equipe grená visitará o Nacional em mais um capítulo do clássico conhecido como ‘Juve-Nal’, disputado desde 1936. E o atacante, que já foi protagonista em grandes clássicos do futebol paulista, admite gostar desse tipo de jogo.

Acumulando boas participações em clássicos do Estado nos anos 2000, com a camisa do Corinthians, o atleta, atualmente com 34 anos e batalhando para retomar a forma física após cerca de três temporadas parado, pensa em escrever uma nova história com a camisa do Juventus. "O que foi feito está feito. A história lá já está escrita e não se apaga. Aqui no Juventus é uma nova história que procuro fazer para ser lembrado pelos torcedores. Eu gosto de clássicos, quanto mais pressão, mais o atleta joga", reconhece.

O elenco, porém, não está nem um pouco pressionado. Com 35 pontos, a equipe da Mooca lidera a tabela da A3 com seis pontos de vantagem para o segundo colocado. Gil, assim como seu time, parece estar em franca ascensão rumo à Segunda Divisão Paulista, tendo cinco gols marcados na competição - quatro só em um jogo, contra a Francana, feito que lhe rendeu 60 esfihas de presente. Acostumado a atuar em clássicos, pelo Timão, que reuniam grandes públicos, o atacante quer provar de novo o gosto diferente do jogo, apesar da dimensão menor.

Se na época que vestiu a camisa do Corinthians, Gil enfrentou São Paulo, Santos e Palmeiras em jogos que reuniam mais de 40 mil pessoas, na quarta o camisa 9 do Juventus deve jogar diante de uma plateia bem menor. Nos 79 anos de história do Juve-Nal, o maior público foi de 779 pagantes, registrado em 2005. Se, nas estatísticas, o jogo tem uma proporção acanhada diante de um Derby, para Gil, a sensação de pisar no gramado do estádio Morumbi ou do Nicolau Alayon é a mesma.

"É um tipo de jogo que tem que pensar diferente e saber que é especial. Clássico é um jogo diferente. Eu tenho amigos que jogam no Nacional, a gente brinca que vai se enfrentar logo mais, e isso cria uma expectativa", comenta. "O que marca um jogador realmente são os clássicos, é ali que você mostra o grande jogador que é. Não que seja mais difícil, mas a cobrança é maior, a repercussão é maior, então só se destaca quem é bom da cabeça", adverte.

A partida, que reunirá duas equipes co-fundadoras da Federação Paulista de Futebol, desde seu surgimento em 1941, pode dar ainda mais moral ao Moleque Travesso para as fases finais, em caso de vitória. Para isso, Gil, recondicionando-se aos poucos e apto a atuar 45 minutos consecutivos, admite que uma boa preparação se faz necessária. "Acho que se eu estiver bem condicionado conseguirei ir bem. O toque, o domínio, isso não desaprende. Mas ainda preciso trabalhar muito. Quem está mais preparado para jogar sempre vai fazer a diferença", diz.

Sorte em clássicos

Se na final do Paulista de 2001, entre Corinthians e Santos, Gil teve participação importante na jogada que resultou no gol da vitória - e do título - dos alvinegros, aos 47 minutos do segundo tempo, o atacante foi protagonista no ano seguinte, quando marcou o gol do título do Timão diante do São Paulo, no Torneio Rio São Paulo de 2002.

Então vestindo a camisa 10 em seu centésimo jogo pela equipe, Gil quebrou um jejum de 14 jogos sem marcar no Majestoso que decidiu a competição. Após aplicar um drible da vaca no zagueiro Émerson, Gil fuzilou para o gol e virou o placar em favor do Corinthians. À época, o jornal Estado de S.Paulo, em sua avaliação, deu a nota mais alta do time ao atacante. "Rápido, quebrou o jejum de 14 jogos sem marcar com um golaço. Nota 8", escreveu a publicação.

Ao lembrar da partida, realizada no estádio do Morumbi, Gil afirma que o momento ficará não só em sua memória, como na das duas torcidas. "Lembro do meu gol, que foi muito bonito e sempre vai ser lembrado pelos corintianos, e pelos são-paulinos também, não de forma boa" diz. "Tive muito mais êxitos nesses clássicos do que derrotas, a sorte é aliada dos grandes jogadores, e os grandes jogadores se mostram nos clássicos", afirma.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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