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Futebol

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Espanha reafirma sua identidade e chega à semifinal com ainda mais confiança

Mesmo diante de uma Bélgica que tentou dificultar a construção das jogadas, a seleção espanhola não abriu mão do seu estilo

10 jul 2026 - 19h19
(atualizado às 19h28)
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(Photo by David Ramos/Getty Images)
(Photo by David Ramos/Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

A Espanha deu mais uma demonstração de maturidade nesta Copa do Mundo. A vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica, conquistada nos minutos finais, vai muito além do resultado. Foi mais uma atuação que reforça a identidade construída por Luis de la Fuente, baseada no controle da posse de bola, na movimentação constante e na confiança de que, em algum momento, os espaços vão aparecer.

Mesmo diante de uma Bélgica que apostou em um bloco defensivo baixo e tentou dificultar a construção das jogadas, a seleção espanhola não abriu mão do seu estilo. A equipe teve paciência para trocar passes, ocupou o campo ofensivo durante boa parte do confronto e conseguiu transformar seu domínio em chances claras de gol.

O primeiro tempo resumiu bem essa superioridade. A Espanha pressionou desde os minutos iniciais, trabalhou a bola de um lado ao outro e encontrou a vantagem após uma boa jogada de Lamine Yamal, que serviu Dani Olmo. Courtois fez a defesa, mas Fabián Ruiz apareceu atento ao rebote para abrir o placar. O gol premiou uma equipe que já havia assumido o protagonismo da partida e mostrava muito mais repertório ofensivo do que o adversário.

O EMPATE NÃO ABALOU A ESPANHA

O empate belga poderia ter mudado completamente o cenário do jogo. Afinal, a Bélgica conseguiu aproveitar uma das poucas oportunidades criadas na primeira etapa, quando Charles De Ketelaere apareceu bem entre os defensores para finalizar de cabeça e deixar tudo igual. Ainda assim, a reação espanhola foi o ponto que mais chamou atenção. Em nenhum momento a equipe perdeu o controle emocional ou mudou drasticamente sua proposta. Continuou pressionando, manteve a posse de bola e seguiu tentando construir as jogadas de maneira organizada, sem recorrer ao desespero.

Esse talvez seja um dos maiores méritos desta geração espanhola. Diferentemente de outras equipes que sentem o peso de sofrer um gol em mata-mata, a Espanha manteve sua personalidade. A confiança no trabalho coletivo prevaleceu até os minutos finais.

UM BANCO QUE FAZ A DIFERENÇA

Outro fator que merece destaque é a profundidade do elenco espanhol. Em torneios curtos, onde o desgaste físico pesa cada vez mais, ter opções capazes de mudar uma partida é um diferencial enorme. Luis de la Fuente fez mudanças importantes ao longo da segunda etapa, e uma delas acabou sendo decisiva. Mikel Merino entrou já nos minutos finais e precisou de poucos instantes em campo para definir a classificação. Após o chute de Cubarsí e a falha de Lammens no rebote, o meio-campista apareceu bem posicionado para empurrar a bola para o fundo das redes e garantir a vaga na semifinal.

Mais do que o gol, o lance simboliza a força coletiva da Espanha. O time não depende exclusivamente de um ou dois jogadores. Há alternativas em praticamente todos os setores, e quem entra costuma manter o nível da equipe ou até aumentar a intensidade do jogo.

DE KETELAERE MERECE RECONHECIMENTO

Apesar da eliminação belga, Charles De Ketelaere deixa mais uma atuação que reforça o excelente Mundial que vem fazendo. Contra a Espanha, foi o jogador mais perigoso da Bélgica e, mais uma vez, apareceu quando sua seleção mais precisava. O gol de cabeça, marcado ainda no primeiro tempo, colocou fim à invencibilidade defensiva da Espanha na competição e mostrou o oportunismo de um atacante que sabe atacar os espaços e decidir em momentos importantes.

Mas o desempenho diante dos espanhóis é apenas mais um capítulo de uma Copa do Mundo muito consistente. Nas oitavas de final, contra os Estados Unidos, De Ketelaere foi o grande protagonista da vitória belga por 4 a 1. O atacante marcou os dois primeiros gols da partida e comandou a classificação da Bélgica às quartas de final, sendo decisivo do início ao fim do confronto.

O que mais chama atenção é a regularidade. De Ketelaere não tem sido apenas um jogador que aparece para empurrar a bola para as redes. Ele participa da construção das jogadas, encontra espaços entre as linhas, acelera as transições e consegue oferecer criatividade mesmo em uma equipe que, em diversos momentos da competição, precisou jogar mais reativa. Sua inteligência tática e qualidade técnica fizeram dele a principal referência ofensiva da Bélgica neste Mundial.

esmo com a queda nas quartas de final, De Ketelaere sai da Copa valorizado. Em um torneio onde grandes estrelas tiveram dificuldades para manter o nível de atuação, o belga aproveitou a oportunidade para assumir protagonismo e mostrou que pode ser um dos principais nomes da nova geração da seleção. Se a Bélgica deixa a competição, boa parte da responsabilidade por ter chegado tão longe passa diretamente pelos pés de Charles De Ketelaere.

A ESPANHA CHEGA FORTE PARA ENFRENTAR A FRANÇA

A classificação para a semifinal é consequência de um trabalho sólido que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos. A Espanha reúne jovens talentos, jogadores experientes e um modelo de jogo muito bem definido, algo que poucos concorrentes conseguem apresentar com tanta consistência.

Agora, o desafio será ainda maior. Pela frente estará a França, dona de um dos elencos mais talentosos do futebol mundial, com nomes como Mbappé, Dembélé, Olise e companhia. Será um confronto entre duas seleções que gostam de protagonizar as partidas, mas que chegam à semifinal com características bastante diferentes.

A Espanha aposta no jogo coletivo, na posse de bola e na inteligência tática. Já a França costuma decidir partidas através da força física, da velocidade e da capacidade de seus craques resolverem individualmente.

Independentemente do adversário, a atuação diante da Bélgica deixa uma mensagem importante: esta Espanha sabe sofrer, sabe controlar os jogos e também sabe decidir nos momentos de maior pressão. A classificação não foi fruto do acaso. Foi consequência de uma equipe organizada, paciente e que acredita no próprio modelo de jogo até o apito final. Se mantiver esse nível de atuação, a "La Roja" tem todas as credenciais para disputar o título mundial e chega à semifinal como uma das equipes que mais convenceram dentro da competição.

Esporte News Mundo
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