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Equipe mais competitiva da história da Venezuela deixa Brasil em alerta

Com base promissora e elenco com experiência internacional, time sonha com zebra na Fonte Nova

18 jun 2019
04h40
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A Venezuela deixou há anos de ser um sinônimo de goleadas em Copa América para agora se transformar uma seleção promissora. A equipe colhe os frutos de um trabalho nacional para desenvolver as categorias de base e leva para a partida desta terça-feira contra a seleção brasileira, em Salvador, parte de um elenco responsável pelo feito histórico do vice-campeonato mundial sub-20 em 2017.

Qualificar a seleção atual como a mais forte e promissora da história da Venezuela não é exagero. A Venezuela aparece no ranking da Fifa na 33ª posição, à frente de países tradicionais como Paraguai, Rússia e Coreia do Sul. Neste ano a equipe conquistou resultados empolgantes, como os 3 a 1 sobre a Argentina, em março, em Madri, e no começo deste mês os 3 a 0 sobre os Estados Unidos.

"A Venezuela cresceu muito recentemente. Para quem acompanha o futebol, a vitória deles sobre a Argentina neste ano não foi uma surpresa", elogiou o técnico Tite, da seleção brasileira. Dos 23 convocados pelo técnico Rafael Dudamel, somente dois atuam no próprio país. A estrela é o atacante Salomon Rondón, do Newcastle, da Inglaterra, e outro jogador importante é Tomás Rincón, meia do Torino, da Itália.

Apesar da crise política e econômica do país, o futebol viveu um período fértil nos últimos anos. Boa parte dos times receberam verbas públicas dos governos estaduais e deixaram de ter uma estrutura amadora. A federação de futebol local obriga os clubes a escalarem em torneios jogadores sub-20, medida responsável por fazer os garotos a adquirirem experiência logo cedo.

Em 2017, a Venezuela superou o Brasil no Sul-Americano sub-20 e foi a grande surpresa do Mundial da categoria. O título escapou na decisão, contra a Inglaterra. Ainda assim o país vibrou ao ver os jovens jogadores revelados durante o torneio mostrarem potencial e começarem a se transferir para a Europa. Cinco jogadores daquele elenco estão no grupo da Copa América e três deles devem ser titulares.

Um dos atletas de destaque no Mundial sub-20 é o meia Yeferson Soteldo, atualmente no Santos. Inclusive o treinador daquela seleção, Rafael Dudamel, é o responsável também por dirigir a equipe principal. O elenco desta Copa América tem média de idade de 25 anos, a segunda mais baixa de toda a competição (acima apenas do Japão). A juventude deixa o Brasil em alerta. "A Venezuela é um adversário muito difícil e perigoso. Eles ganharam da Argentina e isso faz com que a gente tenha respeito para enfrentá-los", afirmou o zagueiro Thiago Silva.

"Temos construído gerações altamente competitivas, que puderam competir em torneios e ter bons resultados. É um acúmulo de experiência importante. O importante é juntar essas gerações e montar uma seleção competitiva", disse Dudamel. "Temos agora um respeito e um reconhecimento internacional pelo que conquistamos. A cada dia somos mais admirados e respeitados", completou.

Estadão
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