Copa: quem é Facundo Tello, árbitro que comanda quinteto argentino no duelo entre França e Marrocos
Pela primeira vez nesta edição do Mundial, uma comissão de arbitragem será inteiramente formada por profissionais de um mesmo país
Em meio a uma sequência de polêmicas envolvendo arbitragens, a Fifa definiu, na terça-feira, a escala do quinteto argentino, comandado por Facundo Tello, para apitar o duelo entre França e Marrocos, nesta quinta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Pela primeira vez nesta edição do Mundial, uma comissão será inteiramente formada por profissionais de um mesmo país.
Aos 44 anos, Tello é natural de Bahía Blanca, na província de Buenos Aires, e integra o quadro internacional da Fifa desde 2019. O rigoroso árbitro está em sua segunda Copa do Mundo e soma cinco compromissos apitados. Em 2026, ele trabalhou nos embates entre Canadá e Bósnia e África do Sul e Coreia do Sul, ambas pela fase de grupos. Ao todo, distribuiu cinco cartões amarelos e nenhum vermelho.
Ele também atuou no Mundial de 2022, no Catar, quando comandou três jogos, entre eles o confronto das quartas de final entre Marrocos e Portugal, vencido pelos marroquinos por 1 a 0. Na ocasião, expulsou o atacante Walid Cheddira.
The match officials for @FIFAWorldCup match 97 have been appointed. ??
— FIFA (@FIFAcom) July 7, 2026
Tello também ficou marcado no Troféu dos Campeões da Argentina, em 2022, quando expulsou dez atletas e um treinador no duelo entre Boca Juniors e Racing. O jogo precisou ser encerrado porque o Boca ficou com apenas seis jogadores em campo, número inferior ao mínimo permitido. O Racing venceu por 2 a 1 e conquistou o título.
A escalação gerou discussão por envolver uma equipe de arbitragem de um país ainda presente na disputa pelo título, assim como a escolha do francês François Letexier provocou controvérsia ao ser designado para apitar Argentina e Egito, na última terça-feira, pelas oitavas de final.
Letexier, inclusive, foi alvo de fortes reclamações de jogadores e membros da comissão técnica egípcia, que se revoltaram com a condução da partida após a derrota por 3 a 2 para a Argentina, depois de abrirem 2 a 0 no placar. Os egípcios contestaram um gol anulado, um pênalti marcado para a Argentina, desperdiçado por Lionel Messi, e um possível pênalti a seu favor no lance que originou o gol da virada dos sul-americanos.
O técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, comentou a escolha do quinteto argentino, mas evitou ampliar a polêmica e adotou um tom conciliador. "Obviamente, alguns temas relacionados à arbitragem fogem do nosso controle. Confio nos árbitros e tenho segurança de que farão um bom trabalho. As decisões podem gerar discussões, mas os juízes estão ali para aplicar as regras de maneira justa", afirmou.
Outro episódio envolvendo a arbitragem que gerou desconforto durante a competição teve como protagonista o brasileiro Raphael Claus. A situação ocorreu após o paulista expulsar o atacante Folarin Balogun, artilheiro dos Estados Unidos no Mundial, com três gols.
Depois da repercussão do caso, a Fifa anunciou, no último domingo, a anulação da punição, liberando Balogun para atuar na derrota dos Estados Unidos para a Bélgica, na segunda-feira. O jogador recebeu cartão vermelho no segundo tempo da vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, após pisar no defensor Tarik Muharemovic.
A decisão da entidade máxima do futebol contou com uma suposta participação do presidente Donald Trump, que ligou para o mandatário Gianni Infantino, e foi baseada na aplicação do artigo 27 do Código Disciplinar. Segundo informações do The Athletic e do The New York Times, o governo de Trump teria coordenado uma operação jurídica e política para acusar, sem apresentar provas, o árbitro brasileiro de envolvimento em manipulação de resultados em partidas do futebol brasileiro.
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