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Copa das Confederações

BH se despede de teste com morte, terror nas ruas e sopro de futebol

Cidade sediou três jogos na Copa das Confederações nos quais o futebol ficou em segundo plano diante das cenas de guerra no entorno do Mineirão

27 jun 2013 - 06h57
(atualizado às 19h33)
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<p>Manifestante arremessa bomba caseira; Belo Horizonte teve cenário de guerra durante jogos da Copa das Confederações</p>
Manifestante arremessa bomba caseira; Belo Horizonte teve cenário de guerra durante jogos da Copa das Confederações
Foto: AP

Não foi uma Copa das Confederações como os mineiros sonhavam. Se a vitória brasileira contra o Uruguai por 2 a 1 na semifinal levou um suspiro de futebol a uma sede que recebeu os dois jogos mais inexpressivos, a passagem do torneio pela cidade teve como efeito colateral manifestações que deixaram dezenas de feridos, prejuízos a lojas depredadas em seu entorno e provocaram a morte do jovem Douglas Henrique de Oliveira Souza.

Confira todos os vídeos da Copa das Confederações

Será impossível recordar a Copa das Confederações na capital mineira e lembrar mais do futebol do que do terror nas ruas nos dias de jogo. As partidas Nigéria x Taiti e Japão x México levaram mais pessoas a manifestações do que ao Mineirão e mesmo o principal jogo foi ofuscado pelo clima de medo que marcou os dias anteriores à semifinal. Mais de 5.500 policiais participaram da operação no dia do duelo e 1500 homens do Exército ficaram de prontidão.

Em uma escalada de violência superior às outras cinco sedes, a onda de manifestações que tomou o Brasil nas últimas semanas atingiu seus momentos mais agudos em Belo Horizonte em dias em que a atenção deveria ficar toda no futebol. O ápice veio justamente no momento de maior festa, com a vitória brasileira no Mineirão, mas com cenário de guerra nas principais vias de acesso provocado por grupos minoritários e radicais dentro do protesto.

Assim como no jogo entre México e Japão, ocorreram na quarta-feira depredações principalmente na Avenida Antonio Carlos, mas agravadas por incêndio em concessionárias, saques e pelo registro da primeira morte na onda de protestos na cidade. Douglas Henrique de Oliveira Souza caiu do viaduto José de Alencar em meio ao corre-corre provocado por grupos radicais no entorno do Mineirão. Não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de quarta-feira.

Além das cenas compostas por gás lacrimogêneo, pedradas, bombas caseiras e de efeito moral, sprays de pimenta e balas de borracha, a passagem da Copa das Confederações pela cidade ficará marcada pelos tapumes colocados em lojas da Avenida Antonio Carlos e no centro da cidade, para onde a violência se estendeu nos últimos dois jogos. O cenário de pré-furacão não livrou as lojas de novas depredações e prejuízos depois de Brasil x Uruguai.

A cidade voltará a receber as seleções na Copa do Mundo em 2014. Até lá muita coisa pode acontecer, mas o evento-teste levou problemas à cidade que terão de ser controlados daqui um ano. Com protestos contra os gastos excessivos para a organização dos eventos e mobilização de mais de 50 mil manifestantes em dias de jogo, Belo Horizonte termina a Copa das Confederações como a cidade mais hostil à organização do Mundial. Independente da violência de pequenos grupos que prejudicaram as revindicações, os mineiros mostraram grande poder de questionamento com a Copa 

Teste para a mobilidade incompleto

Prejudicada por fatores externos, a Belo Horizonte é a cidade em que a Copa das Confederações teve menos valia para testar a mobilidade urbana. O primeiro jogo, entre Taiti e Nigéria, teve a presença de pouco mais de 20 mil pessoas. Já Japão x México foi disputado em um sábado em que havia mais de 60 mil manifestantes nas ruas.

Por último, a prefeitura decretou feriado municipal para a quarta-feira de Brasil x Uruguai, o que provocou um menor número de carros nas ruas. Fora isso, o medo de caos pelo protesto que antecedeu a partida provocou uma antecipação considerável no horário de chegada dos torcedores. Por volta das 14h (de Brasília), o entorno do Mineirão já estava cheio.

Em meio à manifestação, torcedor entra para jogo apenas no segundo tempo
Em meio à manifestação, torcedor entra para jogo apenas no segundo tempo
Foto: Fábio de Mello Castanho / Terra

No meio de toda a confusão entre polícia e manifestantes, o jovem Asafi Ferreira Araújo surgiu com o ingresso na mão e conseguiu furar o bloqueio quando Brasil x Uruguai estava no intervalo. Depois de ser revistado por policiais, ele contou que não conseguiu ônibus para chegar ao Mineirão e marchou no meio do protesto desde as 14h30 (de Brasília) para não perder o jogo.

“Tá muito desorganizado. Ninguém me deu solução de como vir para o estádio”, reclamou depois de se liberado. A meia hora do jogo, com a chegada dos manifestantes, a Polícia Militar fechou o bloqueio da Avenida Antônio Abrahão Caram, principal via de acesso ao Mineirão, inclusive para torcedores.

Dentro do estádio, um mundo quase à parte

<p>Vitória do Brasil foi o auge da passagem de Belo Horizonte pela Copa das Confederações</p>
Vitória do Brasil foi o auge da passagem de Belo Horizonte pela Copa das Confederações
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Enquanto do lado de fora o clima era tenso no Mineirão, nas arquibancadas a torcida mineira apagou o histórico de vaias à Seleção e apoiou o time de Felipão durante todo o tempo em um jogo se não brilhante, ao menos emocionante. Foi premiada com a vitória por 2 a 1 e um sopro de futebol depois de duas partidas sem o menor sal. Nigéria x Taiti e Japão x México evolveram justamente as quatro seleções eliminadas ainda na primeira fase.

As dependências internas do estádio como um todo funcionaram, mas apresentaram alguns problemas. O banheiro de imprensa ficou alagado horas antes do jogo e os restaurantes tiveram longas filas. A principal reclamação dos torcedores ficou por conta de sinalizações confusas por todo o estádio.

Vale lembrar que Belo Horizonte também ficou marcada como a cidade com mais protestos dentro dos estádios. Durante os dois primeiros jogos, muitos torcedores levaram cartazes com reinvidicações sociais e contra a Copa para dentro do Mineirão. Em Japão x México, a organização, com base no regulamento da Fifa, coibiu este tipo de protesto. 

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Fonte: Terra
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