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Copa Coca-Cola

Mestre da pedalada, Denílson revela segredos do drible

27 set 2012 - 07h28
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Quando o assunto é pedalada, a primeira imagem que nos vem à mente são as sete passadas de pé sobre a bola que Robinho deu antes de ser derrubado na área por Rogério, na final da Campeonato Brasileiro de 2002. Quatro anos antes, porém, Denílson já mostrava para o mundo o lado moleque do futebol brasileiro ao executar a jogada diante do holandês Reiziger, na semifinal da Copa do Mundo. Agora, o ex-atleta fala sobre as origens deste drible e dá algumas dicas para se tornar um especialista no fundamento.

Diante da velocidade e da habilidade do jogador, os adversários ficavam no chão
Diante da velocidade e da habilidade do jogador, os adversários ficavam no chão
Foto: Getty Images

Além da jogada executada no mundial da França, o meia lembra que as pedaladas que executou diante de Vampeta, na final do Campeonato Paulista de 1998, também ajudaram a popularizar o lance. Mas Denílson conta que já executava o drible nos campinhos de São Bernardo, município da Grande São Paulo, em 1985, quando tinha apenas nove anos. "Sempre foi algo muito natural para mim, desde criança. A diferença é que ninguém conhecia ainda porque não passava na televisão", explica.

Apesar de revelar que não fazia nenhum treino específico para aperfeiçoar a pedalada, o meia afirma que algumas coisas ajudam a melhorar na execução. Em primeiro lugar, ele considera importante começar com a perna oposta à que você costuma usar. Canhoto, Denílson iniciava com a direita, por exemplo. Outro segredo é o momento certo para usar a jogada.

"Não pode fazer toda hora, para não ficar manjado. Geralmente, eu arriscava quando estava de frente para o marcador e com pouca velocidade. Quando vinha mais rápido, só passava o pé uma vez e já cortava, para não tirar a dinâmica do lance", diz.

Outro ponto fundamental é o olhar durante o drible. Denílson conta que focava entre a bola e as pernas do adversário, e conseguia ter uma noção das duas coisas ao mesmo tempo com sua visão periférica. O ex-jogador afirma ainda que estudava seus marcadores e a forma como eles se comportavam. Essa lição ele aprendeu com dois ex-treinadores: Telê Santana e Muricy Ramalho.

"Quando o adversário ficava esperando era mais difícil, porque eu tinha que pensar no que fazer. Eu preferia mesmo quando ele tentava tirar a bola, porque era mais fácil de escapar", diz.

Ele lembra que as pessoas ficavam encantadas quando começou a fazer a jogada na Espanha. Com o tempo, alguns companheiros do Betis começaram a pedir dicas para imitar o drible. Um exemplo é Joaquín, que hoje defende o Málaga. "Ele me perguntava qual era a melhor forma de fazer, e então começou a arriscar algumas vezes. Eu, por exemplo, só saía para a esquerda. Depois o Robinho aperfeiçoou saindo para os dois lados e hoje o Neymar consegue fazer melhor ainda", encerra.

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Fonte: PrimaPagina
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