Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Copa do Mundo da Fifa 2026

Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

MP pede indenização milionária contra Virginia Fonseca por aposta improvável na Copa

Órgão aponta suposta estratégia de captação de apostadores disfarçada de recomendação espontânea por parte da influenciadora

10 jul 2026 - 13h43
Compartilhar
Exibir comentários
Influenciadora acompanhou a Copa em meio a rumores de reconciliação com Vini Jr. –
Influenciadora acompanhou a Copa em meio a rumores de reconciliação com Vini Jr. –
Foto: Reprodução/Instagram / Jogada10

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acusou Virginia Fonseca de utilizar uma linguagem indutiva para incentivar uma aposta de risco durante a Copa do Mundo. Segundo a investigação, a empresária seguiu uma estratégia ligada à plataforma Blaze para promover palpites na vitória de Cabo Verde diante da Argentina, na fase 16 avos de final.

Segundo o documento obtido pela CNN Brasil, a influenciadora, que reúne mais de 56 milhões de seguidores nas redes sociais, teria usado vídeos para estimular apostas na partida Argentina x Cabo Verde. Fonseca afirmou, na publicação, que estava "esperançosa" na vitória africana diante dos sul-americanos, especialmente pelo fator Vozinha.

Para o MPDFT, tratava-se de uma aposta com baixa probabilidade de sucesso e oferecia alto retorno potencial. O órgão também argumenta que a linguagem utilizada por Virginia explorava um apelo emocional capaz de induzir seguidores a realizar apostas.

O documento afirma ainda que as gravações não continham sinalização de que se tratava de conteúdo com indícios de publicidade. "Virginia operou sobre um viés cognitivo documentado, intensificando a percepção de atratividade de um resultado objetivamente improvável sem qualquer menção às probabilidades reais", diz a ação.

Influenciadora acompanhou a Copa em meio a rumores de reconciliação com Vini Jr. –
Influenciadora acompanhou a Copa em meio a rumores de reconciliação com Vini Jr. –
Foto: Reprodução/Instagram / Jogada10

Maximização do volume de apostas

A Argentina fez valer o favoritismo e venceu Cabo Verde por 3 a 2, avançando de fase. Segundo o órgão, os consumidores que seguiram a recomendação sofreram perda integral dos valores apostados.

"Como esperado pelo senso médio, a seleção da Argentina venceu a partida, impondo perda integral aos consumidores que seguiram a recomendação […]. Tal cenário transparece ser uma estrutura voltada à maximização do volume de apostas em detrimento absoluto da proteção do consumidor", afirmou o MP.

A investigação também aponta que a Blaze adotou uma estratégia coordenada de intensificação publicitária durante os jogos da Copa do Mundo. Nessa estratégia, aproveitou-se da exposição emocional e do engajamento coletivo gerado pelo torneio para incentivar o consumo impulsivo.

Em ação ajuizada a quinta-feira (8), o MPDFT sustenta que a empresa utilizou promessas de ganhos fáceis, publicidade enganosa e influenciadores de grande alcance para estimular apostas. O órgão também afirma que Virginia poderia receber uma comissão de 30% sobre as perdas dos usuários captados.

Ação contra Virginia Fonseca

O Ministério Público pediu a condenação solidária da Blaze e da influenciadora ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Segundo a ação, o valor se baseia em estimativas de receita bruta anual de R$ 600 milhões da plataforma, com aplicação de um percentual de 20%.

A investigação começou após denúncias de consumidores que relataram retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para sacar recursos depositados na plataforma. O MPDFT também pediu que a Justiça determine a interrupção imediata de campanhas publicitárias irregulares e adote medidas para impedir novas práticas que, segundo o órgão, violam o Código de Defesa do Consumidor e a regulamentação das apostas esportivas.

O que diz a defesa de Virginia?

Em nota, a defesa da empresária afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e declarou que responderá às alegações nos autos. Os advogados argumentam que ainda existem diligências pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações. Neste contexto, rejeitam qualquer acusação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores.

"[…] A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda. Ainda refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora", e concluiu:

"A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos. Oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca".

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.

🏆 Participe do Bolão do Terra
Jogada10
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra