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Ao vivo, narrador da Globo dispara críticas sobre condições de trabalho: 'Ao relento'

Demitido? Narrador da Globo causa climão ao fazer reclamação ao vivo durante cobertura da Copa do Mundo; veja!

10 jul 2026 - 11h01
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As condições climáticas extremas e a falta de infraestrutura no Gillette Stadium, em Boston, viraram alvo de pesadas críticas por parte de grandes nomes do jornalismo esportivo brasileiro. Durante a transmissão do duelo entre França e Marrocos pela Copa do Mundo de 2026, os narradores Everaldo Marques, da Globo, e Galvão Bueno, do SBT, usaram o microfone aberto para protestar. Os profissionais demonstraram profunda insatisfação com a entidade máxima do futebol por trabalharem expostos ao sol forte.

Reprodução/Globo
Reprodução/Globo
Foto: Mais Novela

Logo na abertura dos trabalhos da emissora carioca, o comandante do microfone global fez questão de expor o desconforto térmico na cabine de imprensa. "32° C de temperatura em Boston neste momento, e eu queria só fazer um registro nessa abertura: tá um calor daqueles! Não sei se eu vou suar tanto quanto em Miami, porque aqui é menos úmido", relatou o locutor.

Cobrança pública contra os critérios da Fifa

Na sequência de seu desabafo, o funcionário da Globo subiu o tom e questionou a flexibilidade da entidade organizadora em relação aos países da América do Norte. De acordo com ele, o rigor cobrado de nações emergentes em edições passadas do torneio mundial acabou sendo esquecido no território norte-americano.

O jornalista lembrou que as exigências estruturais eram muito mais severas no passado. "Quando a Copa do Mundo é na África do Sul, é no Brasil, eles fazem uma série de exigências para que tudo tenha as melhores condições. Mas devia valer para cá também", disparou o profissional. Ele ressaltou que as equipes de mídia foram alocadas em um espaço totalmente desprotegido contra intempéries. "Nós estamos aqui ao relento, 32° de temperatura, estamos todos fritando aqui", completou.

Galvão Bueno endossa críticas no SBT

O clima de descontentamento não foi exclusividade da equipe da líder de audiência. Na tela do SBT, o veterano Galvão Bueno também fez coro às reclamações sobre o descaso da organização com os detentores dos direitos de transmissão. O narrador pontuou que o Gillette Stadium, por ser um espaço antigo, deixou os profissionais do mundo inteiro em uma situação vulnerável.

O veterano destacou que o calor estava castigando inclusive astros do futebol internacional que agora atuam nos canais estrangeiros. "Acima dos 30° C, e é um estádio antigo, não tem cobertura para ninguém. Todas as televisões do mundo estão embaixo de sol", apontou o locutor, mencionando que viu o ex-jogador alemão Bastian Schweinsteiger sofrendo com o mormaço.

Desejo de mudar de jogo e improviso ao vivo

Além de reprovar a precariedade do espaço físico, o ex-global usou de bom humor e franqueza para admitir que sua preferência era estar escalado em outra praça esportiva do torneio. "Eu não queria estar fazendo esse jogo, não. Eu queria estar daqui a dois dias em Miami, transmitindo o jogo do Brasil com a Inglaterra. Mas não deu, fazer o quê?", revelou o experiente comunicador.

Para fechar o momento de desabafo nos bastidores, o ex-atacante Alexandre Pato, que atua como comentarista na transmissão da emissora paulista, confirmou o cenário de improviso necessário para conseguir trabalhar. "Poderia estar melhor, né? A gente poderia estar em Miami nessa hora. Mas é o que tem que fazer, nós somos profissionais. Nosso diretor está segurando um guarda-chuva por causa do sol, tá quente aqui!", concluiu o ex-jogador.

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