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Os segredos do olhar eletrônico e as sombras do passado

Dos cinco pênaltis marcados na rodada de sábado, três foram com a ajuda do vídeo

17 jun 2018
00h35
atualizado às 00h37
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Havia um tempo em que os pênaltis eram marcados só pelo apito: uns claros, outros esquisitos, uns inventados, outros no grito. E eles viravam assunto no bar da esquina, nas mesas redondas e no trabalho do dia seguinte. Agora nada parece fugir do olhar eletrônico, onde os árbitros de vídeo ficam fechados em uma sala, longe do palco principal, a postos para avisar ou tirar uma dúvida, quando o juiz vacila ou finge que não vê uma penalidade.

Juiz consulta imagem da TV depois de ser avisado por árbitro de vídeo
Juiz consulta imagem da TV depois de ser avisado por árbitro de vídeo
Foto: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images / Getty Images

E foi assim, com a ajuda dos homens do apito que ganham a vida na boa, sem suor e com ar condicionado, que França e Austrália conseguiram sair do 0 a 0 no segundo tempo. Pênalti para os franceses: gol de Griezmann. Pênalti para os australianos: gol de Jedinak. E ainda teve o gol de Pogba, que garantiu a vitória após o juiz ser avisado que a bola havia ultrapassado a linha.

Árbitro marca pênalti para a França após auxílio do VAR
Árbitro marca pênalti para a França após auxílio do VAR
Foto: Kevin C. Cox / Getty Images

Revolução fora de campo e decepção dentro. A Argentina tocou, tocou, mas não conseguiu furar a retranca dos estreantes em Copas do Mundo, os vikings islandeses. Quer dizer, até conseguiu com um golaço de Aguero. Só que Finnbogason deixou tudo igual quatro minutos depois. Como sempre pode piorar, a Argentina poderia ter vencido, mas Messi, que disputa sua última Copa, viu o goleirão Halldorson defender o pênalti, marcado à moda antiga.

No jogo entre Peru e Dinamarca, o pênalti foi marcado com a ajuda do vídeo. Era a chance dos peruanos estrearem com vitória depois de ficarem de fora da Copa por longos 36 anos. Só que Cueva lembrou Baggio na Copa de 94 e mandou a bola pras nuvens. O castigo veio no segundo tempo, quando os dinamarqueses marcaram com Yurari. Um duro golpe para o Peru, que lutou até o fim e quase empatou de calcanhar com Guerrero.

Para completar a rodada gorda do sabadão, a Croácia não teve trabalho para vencer a Nigéria por dois a zero. Sim, houve um tempo em que os negros maravilhosos, conhecidos como Águias Verdes, assombraram o mundo e conquistaram o ouro olímpico em 96. Para muita gente, era só uma questão de tempo para que alguma seleção africana conquistasse a Copa do Mundo. A profecia parece cada vez mais improvável.

No domingão, com ou sem pênalti marcado por vídeo, tem Brasil em campo. Haja coração!

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Fonte: Blog A Copa no sofá   
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