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Terra na Copa

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Seleção leva estoque de feijão, farofa e goiabada para Copa América

4 jul 2011 - 18h36
(atualizado às 19h17)
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Encontrar feijão à venda na Argentina não é algo fácil, assim como outros pratos típicos brasileiros - farofa e goiabada não fazem parte do menu argentino. Por isso, a Seleção Brasileira que disputa a Copa América no país vizinho precisou levar um estoque de comidas típicas para não ter que alterar a alimentação durante o torneio continental.

Para passar todo o mês de julho na Argentina, a delegação do Brasil levou 100 kg de feijão preto, 50 kg de farinha de mandioca e 20 kg de goiabada cascão (do tipo "cascão", com pedaços de fruta no doce. Além disso, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) levou garrafas de água mineral, por precaução.

Diferentemente do Brasil, onde o arroz e o feijão compõem a maioria dos pratos cotidianos, o povo argentino não tem o costume de comer tal mistura. A maioria dos pratos se resume a algum tipo de carne, acompanhado de batatas e salada. Um doce que substitui a goiabada no país vizinho é a marmelada.

O chefe de cozinha Jaime Maciel, que acompanha a Seleção desde a Copa América de 1995, explicou nesta segunda-feira que cada dia serve aos jogadores um buffet diferente, mas nunca falta o arroz branco, o feijão preto e nem a farofa.

Maciel explicou que todos os jogadores, incluindo os mais novos como Neymar e Lucas, comem de tudo porque estão acostumados a seguir este tipo de regime nos clubes. "Nenhum jogador tem alguma aversão. Todos comem bem. Estão bem educados em seus clubes", assegurou o cozinheiro, que atende pessoalmente os jogadores.

O cozinheiro descartou usar a água engarrafada local após o episódio da Copa do Mundo da Itália de 1990, quando a delegação argentina teria passado à brasileira água com uma substância nociva para tentar causar mal-estar físico a seus rivais.

A história foi divulgada há dois anos por Diego Maradona a uma emissora de televisão de seu país, o que causou um grande alvoroço no Brasil, onde o ex-jogador Branco lembrou que se sentiu mal na partida das oitavas de final, que acabou com a vitória por 1 a 0 da Argentina sobre o Brasil.

"Não temos medo dos argentinos, mas fiscalizamos todos os alimentos que compramos aqui. Eu supervisiono toda a mercadoria pessoalmente", disse Maciel.

Peixe, vitela e frango foram os pratos principais escolhidos para o menu da noite desta segunda-feira, que o cozinheiro chefe comandava na cozinha do luxuoso hotel La Reserva Cardales, a cerca de 60 km de Buenos Aires, com avental com as bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul, Estado onde nasceu.

Maciel explicou que os menus são elaborados por uma nutricionista do Rio de Janeiro e são seguidos com todo rigor. O único tipo de carne que está excluído do cardápio é a de porco.

Nos dias de partida, as carnes vermelhas e os refrigerantes são absolutamente vetados do menu e são substituídos por carnes brancas, massas, batatas e arroz, para fornecer energia.

Jaime Maciel é o responsável pela alimentação dos jogadores da Seleção
Jaime Maciel é o responsável pela alimentação dos jogadores da Seleção
Foto: Ricardo Stuckert/CBF / Divulgação
EFE   
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