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Brasil responde pressão coreana com bolas longas e dá alternativa a Felipão

12 out 2013 - 17h48
(atualizado às 17h48)
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Foto: Mowa Press / Divulgação

A vitória por 2 a 0 diante da Coreia do Sul neste sábado, em amistoso disputado em Seul, serviu para que o técnico Luiz Felipe Scolari buscasse alternativas na variação tática da Seleção Brasileira. Na avaliação de Felipão, apesar do placar favorável, o Brasil sofreu pressão diante dos sul-coreanos no fim do jogo e precisou deixar suas características para voltar a acuar os donos da casa em seu próprio campo de defesa.

Escalado com três atacantes, o Brasil procurou jogo pela faixa central do campo ao longo do primeiro tempo, principalmente na ligação entre Oscar e Neymar. No segundo tempo, com a entrada de Ramires na vaga de Hulk, Paulinho ganhou mais liberdade para encostar nos atacantes Neymar e Jô. Mais tarde, com a Coreia do Sul atacando, a entrada de Lucas Leiva e Bernard (substituindo Luiz Gustavo e Oscar) ajudaram nas chamadas “bolas longas”.

“Foi o que eu falei no vestiário: no final do jogo, nos últimos 20 minutos, quando fomos pressionados com o resultado de 2 a 0, o time adversário pressionando, não deixando a gente sair... Uma ou duas bolas, nesse momento, a gente tem que alongar, fazer uma inversão de bola, fazer nosso centroavante cair para puxar o time de volta para seu campo”, disse Felipão.

“Às vezes, a gente estava saindo jogando pelo meio, onde tinha um amontoado de jogadores adversários. Eles roubavam essa bola e nos deixavam em uma situação um pouco confusa”, completou o treinador.

Felipão vê a pressão imposta pelos sul-coreanos no fim do jogo – especialmente com o meia Sungyueng Ki – como aprendizado para a Seleção Brasileira. Para o treinador, a equipe precisa ter uma alternativa à disposição caso o resultado das principais jogadas comece a ficar escasso.

“Nesses últimos 20 minutos, o que a gente tem que aprender para os próximos jogos, com o resultado a favor, sendo pressionado, é que uma ou outra bola a gente tem que alongar. Virar para o nosso atacante um pouco mais à frente e não jogar pelo meio, que está muito conflitado o meio”, avaliou o treinador, que viaja ainda neste sábado para a China. O Brasil enfrenta a Zâmbia na terça-feira em Pequim.

Fonte: Terra
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