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Como funciona a pré-Libertadores e o que separa São Paulo e Atlético-MG da fase de grupos

Fase prévia do torneio foi sendo modificada de acordo com o inchaço da competição continental

5 fev 2019
16h07
atualizado às 16h19
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Para Atlético-MG e São Paulo, a Libertadores começa nesta semana, com os mineiros visitando o Danúbio, do Uruguai, às 19h15 (de Brasília) desta terça, e os paulistas encarando o Talleres, às 21h30 desta quarta, na Argentina. Na semana que vem, os brasileiros serão os mandantes e, se passarem, ainda terão mais uma eliminatória os separando da sonhada fase de grupos.

Mas nem sempre o caminho foi tão extenso. A partir de 2017, a Conmebol ampliou o tamanho do torneio, de 38 para 47 equipes, e estendeu o calendário da competição para o ano todo, inviabilizando a participação dos clubes mexicanos. Com isso, mais vagas foram distribuídas entre os próprios representantes da América do Sul, o que consequentemente inchou as "preliminares".

Regulamento da pré-Libertadores

Agora, são três fases prévias, em duelos eliminatórios de ida e volta definidos por meio de sorteio. Os brasileiros entram sempre a partir da segunda fase. Na primeira, seis equipes provenientes de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela jogam por três vagas. Esses três classificados se unem a outros 13, resultando em oito confrontos diretos. Os oito que passam se enfrentam na terceira fase, o último funil para decidir os quatro times que avançarão à etapa principal das chaves.

No sorteio dos grupos realizado ao fim da temporada, já se define onde cada um dos quatro sobreviventes da Pré-Libertadores será inserido. Em 2019, por exemplo, o São Paulo, caso se classifique, entrará no Grupo A, ao lado de River Plate-ARG, Internacional e Alianza Lima-PER. O Atlético-MG vai fazer companhia no Grupo E a Cerro Porteño-PAR, Nacional-URU e Zamora-VEN.

Antes, porém, eles precisam superar dois obstáculos. Caso elimine o Danúbio, o time mineiro terá pela frente o vencedor de Defensor-URU x Barcelona-EQU. Já o paulista cruza com quem passar de Palestino-CHI x Independiente Medellín-COL.

Pré-Libertadores: veja como o funil do torneio chegou ao formato atual

A chamada Pré-Libertadores foi disputada pela primeira vez na edição de 1998, quando houve a estreia dos clubes mexicanos no torneio e se passou de 21 para 23 participantes ao todo. Dois times do México - Chivas e América - duelaram contra dois venezuelanos - Caracas e Atlético Zulia - em um quadrangular com turno e returno, mas sem enfrentamentos entre equipes do mesmo país. Ao fim dos quatro jogos, as duas com maior pontuação se classificaram para a fase de grupos. Naquela época, a Libertadores tinha cinco grupos com quatro clubes cada. Avançavam às oitavas de final os três primeiros de cada chave, que se uniam ao campeão do ano anterior (na ocasião, o Cruzeiro).

Em 2000, a Conmebol ampliou o número de participantes para 32, resultando no formato atual de oito grupos com quatro times cada, contando com o campeão do ano anterior, que perdeu o passaporte direto às oitavas. A fase prévia, porém, foi mantida: dois mexicanos contra dois venezuelanos. A diferença era que agora todos do quadrangular se enfrentavam, resultando em seis partidas para cada, com os dois maiores pontuadores classificados.

Em 2004, a confederação fez novo teste e excluiu a Pré-Libertadores, ampliando a competição para 36 participantes divididos em nove grupos, o que só durou uma edição. A seguinte, com 38 participantes, já teve uma fase prévia mais parecida com o formato atual: duelos eliminatórios de ida e volta. Doze clubes brigaram por seis vagas à etapa de grupos. Foi a estreia de um brasileiro na Pré - o Palmeiras eliminou o Tacuary, do Paraguai.

Estadão
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