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Brito, campeão do mundo e destaque do Tri, morre aos 86 anos

Brito, campeão mundial com o Brasil em 1970, morreu aos 86 anos. Ícone da defesa da seleção, ele estava internado com pneumonia.

11 jun 2026 - 22h17
(atualizado às 22h20)
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Foto: CBF / Esporte News Mundo

Nesta quinta-feira (11), Brito, zagueiro campeão mundial com a seleção brasileira na Copa de 1970, morreu aos 86 anos após permanecer internado por pouco mais de uma semana com um quadro de pneumonia.

A morte foi confirmada pela família por meio das redes sociais oficiais do ex-jogador. Brito deixa os filhos Leonídio e Patrícia, além de cinco netos. A notícia foi recebida com pesar por torcedores, ex-companheiros e clubes pelos quais construiu uma trajetória marcante.

A coincidência tornou a despedida ainda mais simbólica. O falecimento ocorreu justamente no primeiro dia da Copa do Mundo de 2026, realizada no mesmo país que serviu de palco para a maior conquista de sua carreira: o tricampeonato mundial da seleção brasileira no México, em 1970.

Nascido na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, Hércules Brito Ruas entrou para a história ao formar a defesa da lendária seleção comandada por Mário Zagallo. Ao lado de Piazza, ajudou a equipe brasileira a conquistar o título com a vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final disputada no Estádio Azteca.

Brito, zagueiro da seleção de 1970
Brito, zagueiro da seleção de 1970
Foto: Reprodução/CBF / Esporte News Mundo

Além da qualidade técnica, Brito ficou conhecido pelo impressionante preparo físico demonstrado durante o Mundial. O defensor era frequentemente apontado como um dos atletas mais bem condicionados daquela competição, característica que contribuiu para seu destaque internacional.

A relação com a seleção brasileira começou antes do Tri. Brito também integrou o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao longo de oito anos vestindo a camisa amarela, acumulou 60 partidas e participou de conquistas importantes para o futebol nacional.

Nos clubes, construiu uma carreira extensa e vitoriosa. O zagueiro passou por Vasco da Gama, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico, tornando-se referência por onde atuou e deixando sua marca em diferentes gerações do futebol brasileiro.

Foi no Vasco, entretanto, que sua história ganhou contornos de idolatria. Revelado em São Januário, Brito disputou 405 partidas com a camisa cruz-maltina e marcou 11 gols em duas passagens pelo clube. Sua identificação com a instituição o transformou em um dos nomes mais respeitados da história vascaína.

Entre os títulos conquistados pelo Vasco estão o Torneio Internacional de Paris de 1957, o Troféu Teresa Herrera e o Torneio Rio-São Paulo de 1966. As conquistas ajudaram a consolidar o defensor como uma das figuras mais importantes da equipe durante as décadas de 1950 e 1960.

Em nota oficial, o Vasco lamentou a morte do ex-jogador e destacou sua contribuição para a história do clube e da seleção brasileira. Campeão do mundo, ídolo vascaíno e símbolo de uma geração inesquecível, Brito deixa um legado que atravessa décadas e permanece vivo na memória do futebol brasileiro.

Esporte News Mundo
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