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Nenê, G4 e melhora imediata: os desafios de Jardine no São Paulo

14 nov 2018
07h07
atualizado às 09h43
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Recolocar Nenê no time titular ou mantê-lo na reserva? Trocar de esquema ou seguir com três zagueiros? Como melhorar o desempenho da equipe em pouco tempo e classificá-la à fase de grupos da Copa Libertadores de 2019?

Essas são algumas das perguntas que André Jardine pode estar se fazendo desde a noite do último domingo, quando foi confirmado pela diretoria como técnico interino do São Paulo até o final da temporada, em substituição a Diego Aguirre, demitido no mesmo dia.

Membro da comissão técnica permanente do clube, Jardine começou o seu trabalho como interino na última segunda-feira, no CT da Barra Funda. Na terça, assim como Aguirre fazia, ele só permitiu que a imprensa acompanhasse o aquecimento dos atletas.

Com o mistério, a escalação para o duelo com o Grêmio será revelada somente momentos antes do jogo, previsto para esta quinta-feira, no Morumbi. A principal dúvida se refere a Nenê, insatisfeito com a reserva nas últimas quatro partidas e que vive a expectativa de voltar a ser titular.

O meia de 37 anos protagonizou episódios polêmicos nas últimas semanas. Primeiro, deixou o Morumbi às pressas e irritado por não ter entrado durante o duelo com o Flamengo, comportamento que foi reprovado pela diretoria. Depois, foi acusado de ter ignorado Aguirre na comemoração do gol de Brenner, no empate com o Corinthians, no último sábado.

Dessa forma, se optar pela utilização de Nenê, Jardine precisará fazer o camisa 10 recuperar o bom futebol do primeiro turno. Do contrário, terá de contornar eventual insatisfação do armador para evitar um mal-estar no elenco.

Também há a expectativa de mudança no jeito como o time atua. Pelo que Jardine preza no futebol, espera-se para quinta-feira uma formação mais ofensiva, com a saída do esquema com três zagueiros, utilizado nos últimos dois jogos. A tendência, portanto, é que Anderson Martins deixe a equipe, e Arboleda e Bruno Alves formem o miolo de zaga.

Seja como for, o objetivo maior é fazer o time evoluir em um curto espaço de tempo. Afinal, o Campeonato Brasileiro está a cinco rodadas de seu fim, e o São Paulo precisa voltar ao G4 para se garantir na fase de grupos da próxima Libertadores.

"Talvez o meu grande desafio seja conseguir ir introduzindo os conceitos e ideias que me levaram a estar aqui no profissional do São Paulo. Nenhum treinador consegue fugir de trabalhar aquilo que acredita. Tenho convicção que o São Paulo tem elenco e peças para jogar bem melhor, jogar o jogo que eu gosto", afirmou.

O confronto com o Grêmio não poderia vir em hora melhor. As duas equipes estão empatadas com 58 pontos, mas os gaúchos têm uma vitória a mais. Ou seja, caso vença nesta quinta, o São Paulo assegura o seu retorno ao G4 do Brasileirão.

Para ser efetivado em 2019, algo que já foi cogitado pelo executivo de futebol Raí, André Jardine também precisará mostrar serviço nos quatro desafios a seguir: Cruzeiro (C), Vasco (F), Sport (C) e Chapecoense (F).

"A questão é em quanto tempo a gente vai conseguir. A meta é evoluir numa série de quesitos, jogo a jogo, para a gente ver até aonde vamos conseguir evoluir nessa reta final de cinco jogos em 20 dias. Acredito que muita coisa a gente vai conseguir evoluir e melhorar", completou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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