Bilionário: veja o valor da ESPN em 2026
A ESPN passou a ser avaliada em cerca de US$ 30 bilhões após fechar um acordo histórico com a NFL, que incluiu a compra da NFL Network e a entrada da liga como acionista da emissora.
O mercado global de mídia esportiva foi impactado por um acordo histórico envolvendo a ESPN e a NFL. Após oficializar a compra da NFL Network e de outros ativos de mídia da liga, a ESPN passou a ser avaliada em cerca de US$ 30 bilhões. A operação adicionou aproximadamente US$ 3 bilhões ao negócio e alterou de forma estrutural a relação entre a principal liga esportiva dos Estados Unidos e o maior grupo de mídia esportiva do mundo.
O acordo prevê que a NFL passe a deter 10% da ESPN, tornando-se sócia da empresa. A Disney permanece como acionista majoritária, com 72%, enquanto a Hearst mantém 18%. O contrato inclui cláusulas de recompra: a partir de julho de 2034, a Disney poderá adquirir de volta a participação da NFL, enquanto a liga também terá direito de ampliar sua fatia acionária dentro de limites previamente definidos.
Na prática, a parceria consolida a integração entre conteúdo e distribuição. A partir de abril de 2026, produtos como o NFL RedZone passam a ser distribuídos diretamente pela ESPN. O Monday Night Football deixa de ter rodadas duplas, e o Super Bowl de 2026 será produzido pela Disney, coincidindo com o lançamento da plataforma direta ao consumidor da ESPN, que permitirá a assinatura do canal sem a necessidade de TV por assinatura tradicional.
Financeiramente, a ESPN segue como o ativo mais rentável do grupo Disney. No último trimestre, a empresa registrou receita de US$ 4,91 bilhões e lucro operacional de US$ 191 milhões. A publicidade cresceu 11% nos Estados Unidos, impulsionada quase integralmente pela NFL e pelo futebol americano universitário. As taxas de assinatura continuam sendo a principal fonte de receita.
A avaliação de US$ 30 bilhões coloca a ESPN acima de conglomerados inteiros de mídia, como a Warner Bros. Discovery e a Paramount Global. O principal fator é o valor do conteúdo ao vivo, especialmente esportes de grande audiência, que mantêm anunciantes e assinantes mesmo em um cenário de migração acelerada para o streaming.
Ao transformar a NFL em sócia, a ESPN reforça sua posição estratégica diante da concorrência de gigantes da tecnologia e do entretenimento, como Amazon e Apple, que disputam direitos esportivos globais. O movimento é visto como decisivo para sustentar o modelo da TV esportiva na transição para o consumo digital e para garantir previsibilidade financeira em um mercado cada vez mais fragmentado.