É necessário mais do que campanhas e hashtags para conter racismo, diz ex-atacante Kanouté
O racismo no esporte e na sociedade não pode ser removido apenas com algumas campanhas, já que está enraizado em todo o mundo, disse nesta quarta-feira o ex-atacante do Mali e do Sevilla Frédéric Kanouté, acrescentando que vai ajudar a liga espanhola a combater o problema.
Falando a repórteres de Londres, o ex-jogador de 42 anos disse esperar que os protestos do "Black Lives Matter" nos Estados Unidos após a morte de George Floyd, um homem negro que morreu após um policial branco ajoelhar-se em seu pescoço, sejam um despertar.
"Quando me perguntam sobre o racismo em geral, digo que é muito mais que futebol. Se pensamos que vamos enfrentar o racismo porque às vezes fazemos algumas campanhas no futebol, estamos completamente errados", afirmou Kanouté.
"Eu acho que está por toda a sociedade... Vai demorar muito mais do que apenas alguns protestos e algumas hashtags. É um processo longo, porque podemos ver que está arraigado na mente de muitas pessoas".
Kanouté, que é embaixador da liga espanhola, disse que ajudaria a entidade na luta contra o racismo, mas acrescentou que não há espaço para complacência em lugar algum.
"Vou apoiar e incentivar a Liga a enfrentar todas as formas de discriminação e racismo, mas definitivamente nunca é o suficiente."
"O racismo aberto (na sociedade) talvez não esteja mais lá, mas o velado é a grande parte do iceberg, por isso temos que continuar trabalhando muito...não vou especificar a La Liga ou qualquer outra liga...está em todo o mundo", acrescentou.
A temporada da liga espanhola será reiniciada na quinta-feira, após uma longa pausa devido à pandemia da Covid-19, quando a antiga equipe de Kanouté enfrentará o Real Betis, sem a presença de torcedores.
"Eles (fãs) podem esperar um jogo fantástico", afirmou Kanouté. "Mesmo que não haja torcedores no estádio, ainda será emocionante".
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