'Em termos morais, Neymar fez muito mal ao futebol', diz jornalista
Marcos Uchôa afirma que comportamento do craque ajudou a normalizar a simulação no esporte
O jornalista Marcos Uchôa fez críticas ao legado comportamental deixado por Neymar no futebol durante participação no programa Bola Quadrada, da Veja, exibido na segunda-feira (9). Ao analisar a influência de grandes ídolos no jogo moderno, Uchôa afirmou que, apesar do talento indiscutível, o atacante teve impacto negativo fora do aspecto técnico.
"Em termos de habilidade, o Neymar é indiscutível. Mas, em termos morais, ele fez muito mal ao futebol", disse o jornalista.
Segundo Uchôa, práticas como simulação, exagero em faltas e encenações passaram a ser naturalizadas no futebol de alto rendimento, ganhando força justamente por estarem associadas a jogadores de grande visibilidade internacional.
"O futebol virou um lugar de desonestidade permanente. Simulação, exagero, teatro. Todo mundo faz o tempo todo — e isso é uma vergonha", afirmou.
Para o jornalista, embora a simulação já existisse antes, Neymar contribuiu para ampliar a exposição desse comportamento em escala global, transformando atitudes antes pontuais em marcas recorrentes do espetáculo esportivo.
"A simulação existia muito antes do Neymar. Mas ele levou isso a uma outra potência", completou.
Na avaliação de Uchôa, o exemplo dado por ídolos influencia diretamente a forma como o futebol é consumido e reproduzido, especialmente por jovens, e levanta questionamentos sobre os valores que vêm sendo associados ao esporte nos últimos anos.