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Diniz fala em contratações no Corinthians, que está com transfer ban e R$ 2,7 bilhões em dívidas

Técnico disse querer manutenção do elenco para o segundo semestre e falou em possíveis contratações; situação financeiro do clube é grave e novos transfer bans se aproximam

24 mai 2026 - 22h41
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Que o torcedor do Corinthians não espere grandes contratações para o elenco no segundo semestre. Em entrevista coletiva, neste domingo, o técnico Fernando Diniz revelou querer manter o grupo de jogadores para o período pós Copa do Mundo.

Vale lembrar que o Corinthians tem R$ 2,7 bilhões de dívida, segundo o balanço financeiro divulgado no último mês, e está com transfer ban da Fifa, impedido de fazer contratações, após decisão da Corte Arbitral do Esporte pelo não pagamento de US$ 100 mil referentes a José Martínez junto ao Philadelphia Union.

"Isso vamos resolver em breve", disse Diniz. Apesar do otimismo do treinador, a situação do clube é mais grave, com novas punições e transfer bans à vista.

De acordo com o ge, dois processos tramitam no CAS e podem resultar em novas punições: o não pagamento do empréstimo de Talles Magno ao New York City, e a contratação do zagueiro Cacá, comprado por R$ 24 milhões do Tokushima Vortis, do Japão.

Além disso, o clube ainda deve R$ 42 milhões com o Talleres, da Argentina, pela contratação de Garro.

Há também a pendência pelo volante Charles, contratado do Midtjylland, da Dinamarca. De acordo com o ge, o Corinthians foi condenado pela Corte Arbitral do Esporte a pagar aproximadamente R$ 6 milhões ao clube europeu sob a pena de sofrer mais um transfer ban.

"Nesta janela de contratações a manutenção de jogadores é o principal objetivo. Temos gente até demais. Maior ganho será a manutenção e talvez a contratação de um ou outro jogador", afirmou o treinador, depois da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, em duelo válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"Este período de parada por causa da Copa será muito importante para ajustar o time na parte física, técnica e tática. Não tivemos uma semana livre até agora", continuou Diniz, confiante em dar um padrão melhor para o time.

O técnico admitiu que o time não teve um bom começo diante do Atlético-MG. "Jogamos errado o primeiro tempo. Não encontramos o tempo certo para pressionar. Mas fomos melhor no segundo, quando empurramos o Atlético para trás. Tivemos paciência e mudanças surtiram efeito."

Diniz elogiou o desempenho de Labyad, autor do gol. "Eu conhecia pouco desse jogador, ele era muito bem avaliado pelo pessoal interno do clube, mas fui conhecendo ele nos treinos. Ele estava com a minutagem baixa.

Eu tinha pouco conhecimento do que ele poderia fazer. É um jogador técnico, que dá volume ao ataque, inteligente e grande profissional, muito dedicado."

Estadão
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