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Palmeiras é campeão brasileiro com justiça

Endrick, Raphael Veiga, Zé Rafael e Gustavo Gómez são os destaques do Porco em uma grande campanha de superação

7 dez 2023 - 02h29
(atualizado em 2/1/2024 às 08h21)
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A imagem do Campeonato Brasileiro é a do atacante Endrick chamando a responsabilidade contra o Botafogo, ainda líder, no Estádio Nilton Santos
A imagem do Campeonato Brasileiro é a do atacante Endrick chamando a responsabilidade contra o Botafogo, ainda líder, no Estádio Nilton Santos
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

O que é mais complicado de falar: dodecacampeão, paralelepípedo ou constitucionalissimamente? O Palmeiras chegou ao 12º título na história da competição, e aumenta nosso vocabulário. Brincadeiras à parte, o Palmeiras mereceu ser o campeão brasileiro desse ano. Um time que não pipocou e foi somando ponto atrás de ponto enquanto o Botafogo tropeçava muito. Tirou uma desvantagem de 13 pontos e já conseguiu na penúltima rodada garantir a taça. A diferença era de apenas três pontos, mas o saldo de gols era muito superior.

Endrick, enfim, mostrou o potencial. Dessa vez, deveria ser considerado a revelação do Brasileirão. No ano passado, foi uma decisão precipitada da CBF. Enfim, depois de criticar essa premiação sem merecimento para o atacante em 2022, lembro a partida de 2023 que mudou tudo para o craque-artilheiro de 17 anos. Botafogo x Palmeiras foi o jogo que marcou a competição. O Glorioso fez 3 a 0 no primeiro tempo. Era uma atuação de gala do time carioca, mas Endrick descontou com um golaço no segundo tempo, e Tiquinho Soares teve a chance de dar números finais à partida em um pênalti. Botafogo 4 a 1? Não. O camisa 9 desperdiçou a penalidade máxima e jogou fora o título. Reação palmeirense. Endrick fez o segundo golaço dele da noite. Depois, dois cruzamentos na área alvinegra. O Verdão virou para 4 a 3. Flaco López empatou. Murilo marcou o gol da vitória. Ali, o Botafogo perdeu o controle mental para sempre. Ali, o Palmeiras arrancava para o dodecacampeonato.

Suárez, Hulk e Paulinho são os caras do Campeonato Brasileiro

Hulk e Paulinho fizeram a dupla do Campeonato Brasileiro. Felipão demorou a entender que o Atlético-MG jogava melhor com as tabelas entre os camisas 7 e 10. Colocava Hulk na ponta-direita e Paulinho na extrema esquerda. Quando percebeu que o Galo era muito mais perigoso com um procurando o outro, o time voltou aos melhores dias.

Com Luis Suárez, o Grêmio deixou de ser um time normal. O uruguaio foi o arco e a flecha, ou seja, rei das assistências e também artilheiro. Sem ele, o Tricolor seria uma equipe no meio da tabela. O trabalho de Renato Gaúcho como técnico amadureceu realmente. Depois de uma imagem de treinador que não queria estudar, pois gazetou o curso na CBF para ir à praia, Renato entendeu direitinho como essa equipe funcionava.

Suárez quase fez bobagem ao tentar trocar o Grêmio pelo Inter Miami, o Barça sub-40 do Messi nos Estados Unidos. Refletiu, viu que existia um contrato e ficou, pelo menos, até o final da competição.

Endrick apareceu mais na fase final do Brasileirão, porém, foi o diferencial do time do Palmeiras. O jogo contra o Botafogo, aquela virada com placar final de 4 a 3, se mostrou espetacular. O menino de 17 anos mostrou muito valor. Como escrevi anteriormente, era para ser considerado a revelação do campeonato em 2023, mas a CBF, no ano passado, deu o prêmio a ele mesmo com pouquíssimos jogos na competição. Um equívoco.

No entanto, o garoto de ouro ou, pelo menos, de prata do Palmeiras foi realmente um dos melhores da competição dessa temporada. Talvez, o melhor. Hulk, Paulinho e Suárez tiveram mais regularidade, mas Endrick foi muito decisivo. 

Abraços boleiros. 

Fonte: PV Ferreira PV Ferreira é editor e jornalista esportivo com experiência em coberturas do futebol brasileiro, sul-americano e europeu, além das modalidades olímpicas e paralímpicas. As visões do colunista não representam a visão do Terra.
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