Brasileiro de Vela de Oceano entra na fase decisiva com 48 barcos no Rio de Janeiro
57º Circuito Rio começa nesta sexta-feira (30) e definirá os campeões nacionais.
O 57º Circuito Rio reúne 48 barcos no Iate Clube do Rio de Janeiro para definir o Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano 2026. A competição, que conta com grandes nomes olímpicos como Torben Grael e Martine Grael, sucede a desafiadora Regata Santos-Rio, liderada provisoriamente pelo Crioula 52 na classe ORC. Com provas técnicas de percurso e barla-sota até segunda-feira (2), a disputa traz um novo sistema de pontuação progressiva que torna a reta final decisiva para a consagração dos campeões.
O Rio de Janeiro recebe, a partir desta sexta-feira (30), a etapa decisiva do Campeonato Brasileiro de Oceano 2026. O 57º Circuito Rio reunirá 48 veleiros inscritos nas classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e Clássicos, com regatas até segunda-feira (2 de novembro), no Iate Clube do Rio de Janeiro. A abertura será com a regata de percurso médio Victor Demaison, às 11h, dando sequência ao campeonato iniciado em 22 de outubro, com a 76ª Regata Santos-Rio.
A competição reúne nomes da vela olímpica e equipes de diferentes regiões do país. Entre os participantes estão os bicampeões olímpicos Torben Grael, Martine Grael e Marcelo Ferreira, integrantes da tripulação do Magia IV, além do atleta olímpico Samuel Albrecht, do Crioula 52.
A Santos-Rio abriu a classificação nacional com uma travessia marcada por vento forte, mudanças nas condições de navegação e períodos de calmaria na aproximação à chegada.
O Crioula 52 foi o primeiro a cruzar a linha e lidera provisoriamente a classificação geral da ORC e a divisão Performance. "Optamos por fazer uma passagem por dentro de Ilhabela esse ano, procurando preservar o barco e dar melhores condições para a equipe descansar e se reorganizar a bordo. Eu acho que foi uma decisão bem acertada, tivemos uma boa passagem pelo canal de São Sebastião", contou Samuel Albrecht, tático do Crioula 52.
O Ventaneiro 3 aparece em primeiro na Cruiser/Racer, o Avohai lidera a Bra-RGS e o Kameha Meha-Brancante está à frente entre os Clássicos.
No Circuito Rio, as equipes enfrentarão regatas de percurso e barla-sota, disputadas entre boias posicionadas em relação à direção do vento. Diferentemente da travessia, essas provas exigem sequências de manobras e decisões táticas em distâncias menores.
A principal novidade do Brasileiro de 2026 está na pontuação. A Santos-Rio teve peso 1, não poderá ser descartada e será o primeiro critério de desempate. As sete regatas seguintes terão pesos progressivos de 1,1 a 1,7, aumentando a influência dos resultados na reta final.
"A Santos-Rio abriu o Brasileiro com o desafio da travessia, e agora o Circuito Rio vai exigir das tripulações precisão nas manobras e nas decisões a cada regata. Essa combinação valoriza diferentes habilidades dos velejadores e faz do campeonato uma grande oportunidade de encontro da vela oceânica brasileira.
Para a ABVO, organizar essa disputa ao lado dos clubes é uma forma de fortalecer a modalidade e reunir equipes de diferentes perfis em torno de um título nacional", afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).
Entre os participantes está o Onda Phytoervas, que estreia no Circuito Rio pela equipe Phytoervas 4Z, com copatrocínio da Galápagos Capital. O projeto venceu a edição de 2025 e busca o bicampeonato com a embarcação recém-incorporada.
O Onda foi o terceiro veleiro a cruzar a chegada da Santos-Rio. A tripulação comandada por Marcelo Bellotti ainda trabalha na adaptação ao equipamento, adquirido de Eduardo Souza Ramos e vencedor do Super 40 na Semana Internacional de Vela de Ilhabela de 2026.
"Estamos com um equipamento muito bom e ainda nos acostumando ao novo barco. Fizemos uma boa Santos-Rio e agora vamos brigar pelo bicampeonato do Circuito Rio. A base dos adversários é a mesma do ano passado, quando vencemos, mas sabemos que teremos uma disputa muito dura. O Crioula tem um barco muito rápido e uma ótima equipe, enquanto o Bravo e o Duma também velejaram muito bem na travessia", afirma Marcelo Bellotti, do Phytoervas Galapagos Capital.
Outro barco na disputa é o Inaê Soto40 Transbrasa, comandado por Bayard Umbuzeiro Neto e apoiado pelo Porto de Santos, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. A equipe foi a quinta a cruzar a linha de chegada da Santos-Rio e ocupa provisoriamente o sexto lugar geral da ORC e da divisão Performance pelo tempo corrigido.
"A Santos-Rio exigiu muito da equipe, e conseguimos executar o que havíamos planejado. Agora começa outra fase do Brasileiro. Queremos aproveitar esse entrosamento, acertar as manobras e manter o barco rápido em cada regata. Vamos buscar um resultado expressivo no Circuito Rio, com atenção a cada oportunidade de ganhar posições", afirma Bayard Umbuzeiro Neto, comandante do Inaê.
O Brasileiro de Oceano é organizado pela ABVO em conjunto com o Iate Clube de Santos e o Iate Clube do Rio de Janeiro, com apoio institucional da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).
Na sexta-feira (30), a regata Victor Demaison começa às 11h. No sábado (31) e no domingo (1º), as regatas estão previstas para as 12h. A premiação da 76ª Santos-Rio acontecerá no sábado, às 19h.
Na segunda-feira (2), as últimas provas estão programadas para as 12h, com a premiação do Circuito Rio e do Campeonato Brasileiro de Oceano prevista para as 17h.
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