Desde 1950 Seleção Brasileira chega como favorita à Copa
Média de títulos é cerca de um a cada três Copas. Como Brasil não foi campeão em 2006, 2010 nem 2014, quem sabe?
Mais uma vez favorito ao título de uma Copa do Mundo, o Brasil mantém uma tradição que vem desde 1950, quando deixou escapar a taça por pouco na final contra o Uruguai, no Maracanã. Desde então, sempre chegou credenciado à conquista de todos os demais Mundiais. Coincidência ou não, a equipe se apresentou em cada uma dessas edições com pelo menos um grande craque.
Na Rússia, sem dúvida, a aposta recai sobre Neymar. Em 1950, essa responsabilidade cabia mais a Jair Rosa Pinto, Zizinho e Ademir Menezes.
Em 1954, como vice-campeã quatro antes, também se esperava muito da Seleção. Mas ela não passou da Hungria, na segunda fase, em que pese seu time com Nilton Santos, Djalma Santos e Didi, entre outros.
A história dos títulos brasileiros começaria em 1958, na Suécia. A seleção desembarcou naquele país como uma das favoritas e correspondeu. Já contava ali com Pelé e Garrincha, emblemas do futebol-arte.
A dupla fez bonito de novo em 1962, no Chile, na conquista do bicampeonato. Isso levou o Brasil a ser apontado por muitos como provável campeão de novo em 1966, na Inglaterra – mesmo com Pelé, foi eliminado na primeira fase.
Em 1970, havia grande expectativa novamente pelo desempenho no México. Nunca o Brasil juntara tantos craques numa só Copa – Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson, Piazza, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres e Jairzinho, só para citar os principais. O resultado veio com o tricampeonato invicto.
Não havia como deixar o Brasil fora da lista de candidatos ao título nas Copas seguintes. Em 1974, na Alemanha, ainda com Rivellino e Jairzinho, o time não foi bem. Em 1978, só não avançou na competição por causa de uma derrota ‘estranha’ por 6 a 0 do Peru para a Argentina, dona da casa. Naquele Mundial, o Brasil já contava com outros craques, como Zico e Roberto Dinamite.
A Seleção encantaria o mundo em 1982, na Espanha, onde chegou com pompa de virtual campeã. Afinal, tinha no elenco nomes como os de Zico, Sócrates, Falcão – ou seja, o que de melhor havia no futebol mundial. Perdeu, no entanto, para a Itália de Paolo Rossi e acabou eliminada na segunda fase.
Em 1986, no México, de novo com Telê, mostrou futebol de primeira. Com Zico e Sócrates na dianteira, a equipe sucumbiu diante da França, de Platini, nas quartas de final.
A impressão deixada pela equipe nas duas Copas anteriores tinha sido muito boa e isso ajudava a incluí-la como uma das favoritas em 1990, na Itália. Careca e Muller prometiam muito, principalmente pelos meses de bom futebol nas eliminatórias. Mas Maradona estava no meio do caminho e foi coautor do gol da vitória da Argentina na segunda fase – tento marcado por Caniggia que decretou a eliminação do Brasil.
Com Romário e Bebeto jogando o fino, o tetra foi conquistado em 1994, nos EUA, em outra Copa para a qual o Brasil andava muito bem cotado nas bolsas de apostas.
O título o credenciou ao topo dos favoritos para 1998, na França, com um time que contava com Ronaldo em forma exuberante. Mas o time do país-sede venceu a Seleção na final por 3 a 0, num jogo desequilibrado por Zidane.
Campeã em 1994 e vice em 1998, a Seleção brasileira desfrutava mais uma vez da preferência dos comentaristas e torcedores na Copa de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Não decepcionou e trouxe para casa o pentacampeonato, graças, em boa parte, às exibições de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo.
Quatro anos mais tarde, a pompa de campeã marcava o dia a dia da seleção na Copa da Alemanha. Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho estavam lá para confirmar isso. O já-ganhou, porém, ruiu diante da França, nas quartas-de-final.
Então, o hexa teria sido adiado para 2010, na primeira Copa da África? A pergunta estava no imaginário de muitos torcedores. A equipe, mais renovada, tinha Kaká como estrela – o meia então jogava no Real Madrid e era um dos melhores do mundo. Quis o destino que o revés viesse de novo nas quartas-de-final, em jogo com a Holanda – derrota por 2 a 1.
O sexto título teria de sair no Brasil, como uma espécie de vingança de 1950. Na definição dos jogos e estádios, a CBF aprovou o direcionamento da tabela, na qual a Seleção só poderia atuar no Maracanã se disputasse a final. A confiança no título era total.
No time, Neymar já despontava como referência. Mas,
no jogo dos sete erros, a Alemanha acabou com a brincadeira e calou o Mineirão e o restante do País. Agora, na Rússia, é aguardar para ver o que está reservado para a Seleção.
De todo modo, favorita em 17 mundiais, a seleção ganhou cinco deles – média de um por três. Como não venceu em 2006, em 2010 e em 2014 ... quem sabe?