Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Pietro Fittipaldi garante que não vai desistir de vaga na F-1: 'Trabalhamos 24h por dia para isso'

Brasileiro é o piloto reserva da equipe Haas desde 2018 e sonha com vaga em uma possível saída de Mick Schumacher

12 nov 2022 - 10h10
Compartilhar
Exibir comentários

Piloto reserva da equipe Haas desde 2018, Pietro Fittipaldi não desiste do seu sonho. O brasileiro sabe que tem chance pequena de virar titular do time americano na Fórmula 1 em 2023, mas mantém seu objetivo e garante estar trabalhando "24 horas por dia" ao lado do irmão Enzo, atualmente competindo na Fórmula 2.

"Nosso trabalho é todo dia, não paramos. Não temos a mesma estrutura de outros pilotos em termos de orçamento. Mas é certo que vamos trabalhar 24 horas por dia, vamos trabalhar mais do que todo mundo. Não vamos parar até atingirmos os nossos sonhos", assegura o neto do bicampeão Emerson, em entrevista no Autódromo de Interlagos.

O objetivo de Pietro é conquistar enfim sua vaga de titular na F-1. Para tanto, conta com a provável saída de Mick Schumacher da Haas, após uma temporada de resultados abaixo do esperado. O alemão não tem contrato para o próximo ano e já ganhou um ultimato da cúpula do time. Se a despedida de Mick se confirmar, Pietro é um dos candidatos a ficar com a vaga, mas enfrenta o "favorito" e mais experiente Nico Hülkenberg.

Trata-se de nova porta que se abre na equipe, como aconteceu no início da temporada. Na ocasião, o russo Nikita Mazepin foi dispensado pela equipe, assim como seu patrocinador, como retaliação da F-1 à Rússia em razão da invasão à Ucrânia em fevereiro. Mas Pietro foi surpreendido pela decisão da Haas de resgatar Kevin Magnussen - que veio a obter uma surpreendente pole para a corrida sprint, na sexta.

A saída inesperada de Mazepin deixou o time americano sem um patrocinador master, o que aumentou a exigência para pilotos que sonham em ser titular da Haas, caso do brasileiro. A busca pelo sonho, portanto, passa por angariar apoios financeiros que ajudem a sustentar a equipe na F-1. "O nosso sonho é ser piloto, então precisamos ter ideias diferentes para poder captar patrocínio para correr. Sem patrocinador, você não corre", analisa Pietro.

A criatividade dos irmãos Fittipaldi passa pelo caminho das redes sociais. Desde o início da pandemia, eles descobriram nas transmissões por streaming e nos vídeos, no YouTube e na Twitch, uma possível solução para o problema do orçamento. A iniciativa já deu resultados e patrocinadores apareceram. "Há 20 anos as empresas tinham interesse em estampar suas marcas nos carros, hoje não tem tanto interesse assim", diz Pietro, ao fazer um diagnóstico geral sobre os desafios atuais dos pilotos.

"Então, criamos esses canais e fazemos muita ativação com os patrocinadores. E tem sido muito legal. Muitas vezes no automobilismo é muito difícil para o fã ter acesso aos pilotos e às equipes. Pensamos: por que não damos acesso às pessoas pelo YouTube e pela Twitch? Eu e Enzo moramos juntos, pertinho da fábrica da Ferrari. Decidimos começar a contar essa história para todo mundo sentir que faz parte deste sonho, e realmente fazem parte."

Mas produzir vídeos e fazer streaming dá trabalho, admitem os irmãos, responsáveis pelo canal "Fittipaldi Brothers". "Terminamos a corrida no domingo e, na segunda-feira, já estamos pensando em conteúdo e todo esse trabalho dura o ano todo. Tudo isso tem sido extremamente importante. Ficamos exaustos, mas gostamos. Estamos fazendo isso para correr atrás do nosso sonho."

Pietro lembra que, apesar do sobrenome de peso, ele e seu irmão sempre precisaram suar para procurar apoiadores. "Todo ano é um desafio para buscar patrocinadores. A nossa família nos apóia muito. Meu pai dedica a sua vida a nós, sempre batalhando e lutando. Mas não temos dinheiro para bancar nossas temporadas."

Mesmo sem muitos patrocinadores, Pietro mantém a confiança elevada. "Eu sei, como piloto, estou preparado para fazer um ótimo trabalho na F-1. Fiz duas etapas já em 2020…", lembrou o brasileiro, que pilotou em duas corridas em substituição ao francês Romain Grosjean, então em recuperação após um acidente grave. "Eu sempre consegui extrair muita coisa de carros do tipo da F-1. Me adaptei muito bem. Se eu tiver oportunidade, sei que poderei mostrar resultado e ter um ótimo desempenho."

FUTURO

O futuro de Pietro deve ser decidido nas próximas semanas, provavelmente antes do último GP do ano, em Abu Dabi, no dia 20 deste mês. "Como a equipe ainda não tomou uma decisão, a possibilidade ainda existe. Agora não sei quais são as minhas chances", reconhece.

Se não conquistar a vaga de titular, Pietro pode disputar o Mundial de Endurance ou voltar para a Fórmula Indy. "Para o ano que vem, eu ainda não sei o que vai acontecer. Tenho ofertas para correr no Mundial de Endurance nas melhores equipes. Também tenho na Fórmula Indy, mas precisamos de orçamento para poder disputar o primeiro ano. É sempre muito difícil."

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade