F1 2025: Racing Bulls, um satélite muito digno
Embora tenha falado em maior liberdade em relação à Red Bull, a Racing Bulls confirmou seu papel de satélite. Hadjar foi destaque
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Carro: VCARB02
Motor: Honda RBPTH003
Posição no Campeonato de Construtores: 6º lugar - 92 pontos
Melhor Resultado: 3º lugar - Isack Hadjar - GP do Azerbaijão
Pilotos:
Isack Hadjar: 12º lugar - 51 pontos
Liam Lawson: 14º lugar - 38 pontos
Yuki Tsunoda: 17º lugar - 3 pontos (pontos marcados com a Racing Bulls)
Quando anunciou a sua metamorfose para Racing Bulls e acomodar uma bela sopa de letras para atender compromissos, o discurso era que o time buscaria maior autonomia em relação à Red Bull e brigar por melhores resultados.
Soou bonito, mas o que o time fez? mudou seu departamento técnico para Milton Keynes, na sede da Red Bull, inclusive usando o túnel de vento. Não esquecendo que usam o máximo do que podiam da “nave mãe” de acordo com o regulamento.
O VCARB02 bebia da fonte da Red Bull, até porque usa suspensões e câmbio do RB20. Aerodinamicamente, algumas opções vêm da concorrência, especialmente na frente. Nos testes de pré-temporada, o time teve um desempenho bem discreto.
Para começar o ano, a Racing Bulls manteve Yuki Tsunoda e o estreante Isack Hadjar. Liam Lawson havia sido promovido para a “nave mãe” no lugar de Sergio Perez. O francês Hadjar vinha como vice-campeão da F2 e com as bençãos de Helmut Marko. Tsunoda vinha para a sua quinta temporada no mundo Red Bull e com muitos cobrando o porquê do japonês não merecer uma chance na equipe principal.
Hadjar acabou rodando na Australia na volta de apresentação e gerou uma cena muito tocante dele sendo amparado por Anthony Hamilton, quando estava às lágrimas. Marko não gostou por achar “fraqueza”. Mas o evento acabou por moldar o caráter do francês. Aos poucos, o jovem foi se encontrando com o carro e logo marcou seus primeiros pontos no Japão (8° lugar). Depois conseguiu o melhor resultado do time com o 3° lugar em Zandvoort.
Como Lawson teve um início complicado na Red Bull, não se adaptando ao RB21 de modo algum, a “máquina de moer carne do Dr. Marko” entrou em ação justamente no Japão: Tsunoda foi promovido para a nave mãe e o neozelandês voltou para a Racing Bulls. Demorou um tempo para que o jovem pudesse se adequar à nova realidade. Mesmo assim, ainda conseguiu um melhor resultado do que Tsunoda no final...
O VCARB02 mostrou qualidades e andou no meio do pelotão. No meio do ano, uma atualização com novo assoalho permitiu que pensassem em Q3. Mas as estratégias montadas pelo time certas vezes nem sempre pagaram a aposta, embora o consumo de pneu não tenha sido dos melhores. Foi um ano digno para a Racing Bull e mostrou que Hadjar cumpriu a confiança de Marko. Lawson conseguiu juntar seus cacos e mostrar que ainda pode ser útil para Red Bull.