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Ron Dennis relata tensão e raiva na relação Senna/Prost

28 abr 2014 - 18h22
(atualizado às 21h15)
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Homem que trouxe Senna à McLaren comentou relação turbulenta
Homem que trouxe Senna à McLaren comentou relação turbulenta
Foto: Getty Images

Quatro dias antes do aniversário de 20 anos da morte de Ayrton Senna, Ron Dennis se manifestou nesta segunda-feira por meio do site da McLaren para lembrar do piloto que ele ajudou a trazer para equipe na qual ele conquistou seus três títulos na Fórmula 1 e venceu 35 das 40 corridas da carreira na categoria. Entre elogios e boas memórias, o britânico destoou do tom positivo ao comentar a relação do brasileiro e Alain Prost, especialmente depois do Grande Prêmio de San Marino de 23 de abril de 1989.

Na ocasião, o brasileiro teria desrespeitado um acordo entre cavalheiros na segunda corrida da temporada. Segundo Dennis, este tipo de decisão entre dois pilotos era comum no âmbito particular, mas este caso chegou ao conhecimento do público e foi o estopim para Senna e Prost apimentarem ainda mais a acirrada rivalidade dentro da McLaren.

"Eles quebraram a confiança um do outro. Os dois foram culpados. Eles fizeram acordos entre eles diversas vezes, essa foi uma que veio ao conhecimento público. Houve uma tensão e raiva tremenda. Foi algo delicado e não era fácil de consertar. Os dois foram igualmente desonestos", lembrou o britânico, que hoje é o CEO da equipe.

Ron Dennis explicou como tentou contornar o caso, mostrando uma postura dura diante dos dois pilotos para que eles passassem a se relacionar de uma forma menos negativa. A tentativa de atingir o psicológico de ambos não obteve sucesso, no entanto.

"Eles estavam testando em um circuito no País de Gales, chamado Pembrey. Eu voei para lá em um helicóptero e sentei os dois em uma kombi na lateral da pista. Agora, eu não sou um fracote, e meu pensamento era que eu precisava fazer com que eles me enxergassem como um cara mau. Eu senti que se eles fossem hostis contra mim, não seriam um contra o outro", comentou Dennis.

Naquela corrida em Ímola, Ayrton Senna e Alain Prost teriam feito um acordo no qual estaria previsto que o piloto que fizesse a primeira curva na frente não teria a posição ameaçada pelo colega de equipe. O francês completou esta parte do circuito na frente, mas o brasileiro não hesitou em partir para cima, ultrapassar o companheiro e subir no topo do pódio na corrida.

Fonte: Terra
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