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Fórmula 1

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F1: Quem é o “Bono italiano” que ajudou Hamilton a renascer na Ferrari e voltar ao caminho das vitórias

Carlo Santi virou peça-chave na recuperação de Lewis Hamilton e já coleciona elogios do heptacampeão

18 jun 2026 - 10h09
(atualizado às 10h16)
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Foto: Divulgação / F1

A vitória de Lewis Hamilton no GP da Espanha marcou mais do que seu primeiro triunfo pela Ferrari. O resultado simbolizou a consolidação de uma parceria que vem transformando a trajetória do britânico em Maranello: a relação com seu novo engenheiro de corrida, Carlo Santi. Apelidado pelo próprio piloto de “meu Bono italiano”, em referência ao histórico engenheiro Peter Bonnington, Santi tem sido apontado como um dos responsáveis pela retomada da competitividade do heptacampeão mundial. 

Depois de uma temporada de estreia difícil na Ferrari em 2025, Hamilton promoveu mudanças em sua estrutura técnica para 2026. Entre elas, a substituição de Riccardo Adami por Carlo Santi no posto de engenheiro de corrida. Inicialmente prevista como temporária, a parceria rapidamente ganhou força e coincidiu com uma sequência de resultados expressivos, incluindo uma vitória e dois segundos lugares nas últimas três etapas. 

Santi, de 52 anos, nasceu em Verona e acumula mais de uma década de experiência na Ferrari. Ele trabalhou diretamente com Kimi Räikkönen, tornando-se engenheiro de corrida do finlandês em 2018, ano da última vitória do campeão mundial pela escuderia italiana. Posteriormente, assumiu funções de liderança e passou a atuar na chamada “garagem remota” da equipe em Maranello. 

A afinidade entre Hamilton e Santi chamou atenção desde os primeiros meses da temporada. Ao comparar o italiano com Peter Bonnington, seu parceiro durante a era mais vitoriosa na Mercedes, Hamilton destacou características que considera fundamentais para o sucesso da dupla.

“Sinto que Carlo é como meu ‘Bono italiano’”, afirmou o britânico. “Ele é um cara experiente, muito calmo. Nossa compreensão do lado de engenharia é algo que vale a pena destacar.”

Hamilton também ressaltou a importância da relação entre piloto e engenheiro dentro da Fórmula 1. Segundo ele, interpretar corretamente o feedback do piloto exige tempo e uma compreensão detalhada do comportamento do carro em cada fase da curva.

“O trabalho entre piloto e engenheiro é muito, muito importante”, explicou. “Quando você transmite um problema, o engenheiro precisa entender todos os elementos que contribuem para aquela dificuldade e traduzir isso em soluções.” 

Os resultados começam a validar essa sintonia. Após terminar em segundo lugar no GP do Canadá, Hamilton não economizou elogios ao novo parceiro.

“Estou trabalhando muito bem com meu engenheiro, ele é absolutamente fantástico e estou adorando trabalhar com ele”, declarou. “Ele me ajudou a extrair mais desempenho do carro e encontrar uma janela muito melhor de acerto.” 

A evolução é especialmente significativa quando comparada ao cenário vivido pelo britânico em 2025. Em sua primeira temporada pela Ferrari, Hamilton enfrentou dificuldades de adaptação, chegou a sofrer eliminações precoces em classificações e admitiu sentir-se incapaz de extrair o máximo do carro. Poucos meses depois, a realidade é outra: vitórias, pódios e uma diferença de apenas 41 pontos para a liderança do campeonato. 

Com a Ferrari em ascensão e a parceria entre Hamilton e Santi cada vez mais sólida, a equipe italiana volta a sonhar alto. E, pelo menos até aqui, o “Bono italiano” parece ter devolvido ao heptacampeão a confiança necessária para lutar novamente pelas primeiras posições da Fórmula

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