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Fórmula 1

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F1: ADUO vira alvo de debate após resultado surpreendente da Red Bull

Sistema criado pela FIA para ajudar fabricantes em desvantagem levanta questionamentos após colocar a Red Bull no topo da avaliação

18 jun 2026 - 08h30
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Foto: Divulgação / Red Bull Content Pool

O sistema ADUO, criado pela FIA para oferecer oportunidades extras de desenvolvimento aos fabricantes de unidades de potência que estiverem atrás da concorrência, se tornou um dos temas mais discutidos da temporada 2026 da Fórmula 1.

A polêmica ganhou força após as primeiras avaliações colocarem a Red Bull-Ford no topo do ranking de motores a combustão, resultado que surpreendeu equipes e especialistas do paddock. A própria Red Bull solicitou uma revisão dos dados à FIA, que iniciou uma nova verificação antes de divulgar os resultados oficiais.

O principal motivo da controvérsia está na forma como o sistema funciona. As medições do ADUO consideram apenas o desempenho do motor a combustão, sem levar em conta os componentes elétricos da unidade de potência.

Por outro lado, as oportunidades de desenvolvimento concedidas pelo programa permitem alterações em diversas áreas da unidade de potência, incluindo sistemas elétricos, MGU-K, eletrônica de controle e componentes de recuperação de energia.

Isso cria uma situação curiosa. Mesmo liderando a avaliação dos motores a combustão, a Red Bull não teria acesso a atualizações extras, apesar de muitos acreditarem que suas principais limitações estejam justamente na parte elétrica da unidade de potência.

Enquanto isso, a Mercedes, apontada por muitos como referência entre os motores de 2026, poderia receber oportunidades adicionais de desenvolvimento caso permaneça dentro das faixas previstas pelo regulamento.

Outro ponto debatido envolve escolhas de projeto feitas pelos fabricantes. A Ferrari, por exemplo, adotou um turbocompressor menor em sua unidade de potência, solução que traz vantagens em determinadas áreas, mas também reduz parte do potencial de potência do conjunto.

Isso levanta questionamentos sobre até que ponto determinadas desvantagens devem ser compensadas pelo sistema ou simplesmente encaradas como consequência de decisões técnicas tomadas pelos próprios fabricantes.

Além disso, o cronograma do ADUO também gera dúvidas. Como as oportunidades de atualização dependem das avaliações periódicas realizadas pela FIA, fabricantes podem optar por adiar determinadas evoluções, influenciando indiretamente a posição de seus rivais nas próximas medições.

Diante desse cenário, cresce no paddock o debate sobre a eficácia do sistema. Criado para evitar que fabricantes fiquem muito atrás da concorrência, o ADUO agora enfrenta questionamentos sobre sua capacidade de refletir o desempenho real das unidades de potência e cumprir exatamente o objetivo para o qual foi desenvolvido.

A FIA deve divulgar em breve os resultados finais da nova análise solicitada pela Red Bull, decisão que pode influenciar diretamente os próximos capítulos da disputa entre os fabricantes na era dos novos regulamentos da Fórmula 1.

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