F1: Caso Horner tem novo desdobramento na Justiça
No início de 2024, Christian Horner foi acusado de má conduta por uma funcionária da Red Bull. Agora, o caso ganha um novo capítulo.
Relembre o caso
Em fevereiro, o jornal holandês De Telegraaf revelou que Christian Horner estava sendo investigado por suposta conduta imprópria de cunho sexual contra uma funcionária da Red Bull. Diante da denúncia, a empresa controladora da equipe anunciou uma investigação conduzida por uma auditoria independente.
Após oito semanas de apuração, Horner foi inocentado das acusações. No entanto, a Red Bull Racing não divulgou detalhes do processo, limitando-se a afirmar que a investigação foi realizada de forma "justa, rigorosa e imparcial". A funcionária responsável pela denúncia, por sua vez, ainda tinha o direito de recorrer da decisão.
No dia seguinte ao anúncio da Red Bull, um e-mail anônimo foi enviado para mais de 100 figuras influentes da Fórmula 1, incluindo chefes de equipe, jornalistas e executivos. A mensagem, enviada às 18h22 no horário do Bahrein — pouco antes da primeira corrida da temporada —, continha um link para um Google Drive e o aviso: "Após a recente investigação e declarações da Red Bull, você terá interesse em ver os materiais anexados."
Apesar da polêmica, Horner se manteve no cargo de chefe da Red Bull e apareceu ao lado de sua esposa, Geri Halliwell, durante o GP do Bahrein. Após a vitória de Max Verstappen na corrida de abertura da temporada 2024, ele declarou que não tinha preocupações sobre sua permanência na equipe, função que ocupa desde 2005.
Durante o fim de semana do GP da Arábia Saudita, novos desdobramentos surgiram. Segundo a imprensa europeia, a Red Bull Racing suspendeu a funcionária que havia denunciado Horner. Posteriormente, em uma coletiva de imprensa com os chefes de equipe, Horner adotou um tom mais firme e pediu o fim da "intromissão na família" em meio à controvérsia.
Novo desdobramento
O jornal De Telegraaf divulgou novas informações sobre o caso. No Reino Unido, o processo judicial só veio a público devido ao fim de uma Ordem de Restrição de Reportagem, que impedia a imprensa local de noticiar o assunto.
Há possibilidade de um acordo entre as partes antes do julgamento, marcado para janeiro de 2026. Caso contrário, o caso será levado ao tribunal do trabalho, responsável por disputas entre empregados e empregadores.
Além disso, a polêmica será abordada na nova temporada de Drive to Survive, da Netflix, que estreia na próxima sexta-feira, 7 de março.