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F1: A Band tenta manter em 2022 o nível de audiência de 2021

Em processo de negociação da renovação pelos direitos da F1, a Band tenta manter os bons níveis de audiência do ano passado.

11 mai 2022 08h00
| atualizado às 08h25
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Largada do GP de Miami. A Band está negociando para manter a F1 em sua programação
Largada do GP de Miami. A Band está negociando para manter a F1 em sua programação
Foto: Pirelli / Divulgação

No segundo ano de transmissão, a Band consolida o tratamento da F1 como um dos principais produtos da casa. Uma das preocupações para 2022 que surgia era que a audiência poderia ter uma queda após uma temporada tão disputada quanto a de 2021.

Audiência é um ponto importante tanto para a F1 como a própria emissora, ainda mais quando se considera que a renovação do acordo de transmissão está em negociação. O Brasil é um mercado muito importante para a categoria, tem vários nomes de peso em sua história e tem Interlagos como um dos seus clássicos.

Para a Bandeirantes, a F1 foi a oportunidade de alavancar novos negócios e multiplicar a sua audiência. A categoria permitiu à emissora alcançar um público de maior renda e brigar pela vice-liderança aos domingos contra SBT e Record, até mesmo ultrapassar a Globo por um certo período de tempo durante o GP de São Paulo. A Band Sports também se aproveitou para ampliar sua base de assinantes por conta da transmissão dos treinos e das categorias de base (F2 e F3).

Mas afinal, como é a situação da audiência em relação ao ano passado?

Comparativo da audiência da F1 na Band entre 2021 e 2022
Comparativo da audiência da F1 na Band entre 2021 e 2022
Foto: Kantar/Ibope (do autor)

Os números devem ser analisados com cuidado. Se vermos de modo raso e rápido, se decreta que a audiência caiu em relação ao ano passado. Mas, analisando com mais calma, podemos dizer que a F1 tem conseguido manter o nível de 2021 no principal mercado nacional, São Paulo (cada ponto equivale a 74.666 domicílios ou 205.755 pessoas). Senão vejamos:

- Bahrein teve uma audiência ligeiramente acima de 2021. Embora o pico tenha sido mais baixo, a média ficou acima. Lembrando que esta corrida tinha o atrativo de ser a estreia do regulamento novo e ainda a rebarba da disputa Verstappen x Hamilton;

- Chama a atenção a queda da Arabia Saudita (quase 1 ponto). Mas temos que lembrar que em 2021, a prova saudita foi a penúltima do calendário, o que ajudou a aumentar a audiência. Se analisarmos com a média geral do horário e da própria F1 na emissora (cerca de 4 pontos), é um número superior;

- Emilia Romagna significou a volta da F1 ao horário em que o seu público está acostumado (domingo de manhã). Tanto que os números foram praticamente os mesmos do ano passado e fizeram a Band ocupar a vice-liderança por alguns momentos em SP;

- O GP de Miami não se afastou muito dos números obtidos no ano anterior com o GP dos Estados Unidos, no Texas e disputado praticamente no mesmo horário (dados usados aqui como referência).

- O GP da Austrália não entra na comparação pois não tivemos qualquer corrida de madrugada no ano passado e distorceria a comparação. Mas os números apontados foram média de 1,5 e um pico de 2 pontos;  

A Liberty Media está olhando com lupa toda a situação, não só no Brasil, mas em diversos outros locais diante dos números de queda observados em 2021, mesmo com toda a disputa entre Hamilton e Verstappen. Embora saiba que o streaming vem aumentando, sabe que não pode abrir mão da boa e velha TV.

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