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Fórmula 1

F1 2026: Red Bull nega alegações de que possui melhor motor

Equipe também admite que FIA tem um "trabalho nada agradável" ao avaliar desempenho dos carros do grid

24 abr 2026 - 12h12
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Foto: Divulgação / F1

A Red Bull negou quaisquer alegações e ideias de que possua o melhor motor da F1. No entanto, a equipe admitiu que a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) não realiza um “trabalho nada agradável” ao avaliar o desempenho dos carros do grid.

É esperado que as montadoras sejam informadas no próximo mês, entre os Grandes Prêmios do Canadá e de Mônaco, quais delas receberão oportunidades de ter atualizações extras para esta temporada e para as próximas. A situação e o impacto que pode ter na alteração da ordem competitiva despertaram muita curiosidade entre elas sobre como as coisas serão decididas. Além disso, surgiram suspeitas de possíveis jogos estratégicos por parte dos fabricantes, que poderiam não revelar totalmente suas intenções, enquanto, ao mesmo tempo, há debate sobre até que ponto escolhas de design devem influenciar a decisão final em relação à potência.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, se pronunciou recentemente, afirmando que o ADUO (Additional Design and Upgrade Opportunities) deveria ser disponibilizado apenas para a Honda, que está com dificuldades**,** considerando também que as outras fornecedoras têm desempenho semelhante.

Já o chefe da Red Bull, Laurent Mekies, diz estar ciente de que seus adversários tentam influenciar os bastidores para beneficiar os próprios motores. Mas ele evitou se aprofundar nas discussões sobre os critérios de avaliação, destacando que a equipe apenas relata o que observa na prática. Para Mekies, o cenário atual indica uma vantagem clara da Mercedes em relação à maioria das concorrentes, enquanto outras fabricantes, como a Ferrari e a Audi, estariam em um nível semelhante ao da Red Bull. Assim como Toto, também apontou que a Honda parece enfrentar mais dificuldades neste momento.

Mekies ainda ressaltou que extrair o desempenho ideal do motor de combustão de forma equilibrada entre as equipes é um desafio complexo e defendeu que os resultados gerais acabam sendo o indicador mais justo para avaliar o nível de competitividade de cada um.

Embora houvesse sugestões no paddock, a partir de análises, de que o motor de combustão interna da Red Bull é muito semelhante ao da Mercedes, ou até mesmo superior, o chefe da Red Bull afirma que seus próprios dados não comprovam isso, estimando que a diferença para as Flechas de Prata é de três décimos. Ele também deixou claro que a maior parte desse déficit estava no elemento ICE, o que servirá de base para o ranking da ADUO.

“É muito difícil perceber as diferenças”, disse Mekies. “Acho que tendemos mais a atribuir a diferença que acabamos de mencionar aos motores de combustão interna, com base no fato de a potência elétrica ser limitada”.

Acrescentou também que, quando há diferenças mais relevantes de desempenho, especialmente em termos de tempo de volta, na casa dos décimos de segundo, a maioria delas está relacionada ao motor de combustão interna.

Além disso, Mekies reconheceu que o processo de avaliação do desempenho das unidades de potência é cercado por desafios significativos, principalmente para a FIA, considerando as diversas técnicas envolvidas. Embora não acredite que todas as equipes recorram a estratégias para esconder seu verdadeiro potencial, ele destacou que ainda há dúvidas sobre como determinados conceitos de projeto devem ser considerados nessa análise.

Segundo o chefe de equipe da Red Bull, fatores como a relação entre motor de combustão e energia elétrica, ou escolhas fundamentais de engenharia, tornam o julgamento ainda mais complexo. Segundo Mekies, essa combinação de elementos aumenta consideravelmente o grau de dificuldade na tentativa de estabelecer uma comparação justa entre as fabricantes, caracterizando a tarefa como ingrata.

“Não acredito nisso. Quer dizer, tudo bem, agora a Mercedes tem uma vantagem tão grande que pode ser tentada, justo, mas todos os outros não têm escolha”, disse Mekies, ao ser questionado se acreditava que alguns estariam escondendo potencial para aumentar as chances da ADUO. “Todos os outros estão lutando por suas posições e pelos pontos”.

Mesmo que a discussão do ADUO permita, em teoria, que as montadoras introduzam grandes atualizações imediatamente, Mekies não vê a Red Bull com potencial para seguir esse caminho. Ele considera mais provável, com o limite das quatro unidades de potência permitidas para esta temporada, que a equipe introduza algumas mudanças graduais, explicando que isso exige planejamento estratégico ao longo do campeonato, apesar da possibilidade teórica de aplicar mudanças logo após a decisão**.**

Mekies também disse que as regras impõem a necessidade de escolher cuidadosamente o momento das atualizações, juntando intervenções em fases mais relevantes. Assim, a expectativa é que eventuais evoluções mais significativas apareçam somente na segunda metade da temporada de 2026, aproveitando janelas mais adequadas para isso.

Contudo, o dirigente francês declarou que a Red Bull Powertrains teve um início muito melhor do que o esperado, considerando a nova aventura na construção de motores e afastando preocupações que poderiam comprometer o projeto por anos.

"Temos nossos próprios problemas. Precisamos recuperar esses décimos de segundo. Precisamos consertar o que precisa ser consertado no carro. Sabemos como fazer isso. Vai acontecer, não em Miami, mas vai acontecer”, finalizou Mekies.

Parabólica
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