F1 2026: Piastri espera "normalidade" na classificação após ajustes no regulamento
Norris também comenta que categoria perdeu elemento imprevisível nas classificações com regras de 2026
Oscar Piastri espera que os ajustes no regulamento da F1 de 2026 tragam sensação de “normalidade” nas classificações já no GP de Miami. O australiano expressou otimismo de que as revisões "contribuirão para solucionar" os problemas percebidos pelos pilotos nas sessões nesta nova era da categoria.
Seu companheiro de equipe, Lando Norris, também comentou sobre o assunto, declarando que a "sensação especial" se perdeu em uma volta de classificação na F1. Ambos os pilotos também mencionaram que, em alguns casos, erros eram recompensados pelas regras de bateria vigentes.
Após reuniões com os pilotos e demais partes interessadas da Fórmula 1, a FIA anunciou uma série de ajustes regulamentares que entrarão em vigor na próxima etapa, em Miami. Dentre as alterações, a redução na recarga máxima de energia permitida durante uma volta de qualificação, de 8 MJ para 7 MJ, e o aumento da potência máxima de superaceleração de 250 kW para 350 kW estão inclusos.
A necessidade de uma gestão de baterias mais eficiente na categoria nesta temporada obrigou os pilotos a considerarem onde recarregam e utilizam energia durante as voltas de classificação e de corrida. Lando Norris explicou para a imprensa que os fundamentos de uma volta rápida permanecem os mesmos.
“Você tenta frear o mais tarde possível em todos os lugares. Você tenta acelerar em todos os lugares. Você tenta manter a maior velocidade possível nas curvas de alta velocidade, pisar fundo no acelerador, fazer essas pequenas coisas para estar o mais no limite possível o tempo todo”, disse o atual campeão mundial.
Norris afirmou que o cenário atual acabou com aquele “algo a mais” que permitia aos pilotos extrair um ou dois por cento a mais nas classificações, sendo esse o fator decisivo que tornava as voltas imprevisíveis e muitas vezes surpreendentes, com alguém assumindo pequenos riscos e fazendo a pole position. Embora ele ressalte que o resultado ainda é mérito da pilotagem, o britânico destacou que, em certas situações, até um erro pode acabar sendo benéfico, visto que a forma como a energia é gerida permite reaproveitá-la em outro trecho da volta, resultando, assim, em ganho de desempenho.
Para Norris, essa “sensação especial” em uma volta de qualificação desapareceu na F1 de 2026. O atual campeão mundial também comentou que, na China, seu carro "ganhou aderência", ele acelerou cedo demais e foi "punido com uma penalidade absurda de andar 10 km/h mais lento na reta, e você perde mais do que ganha".
Oscar Piastri concordou com seu companheiro de equipe, porém ressaltou que ajustes serão feitos para Miami adiante, além de expressar otimismo de que a experiência de classificação deve melhorar, mesmo sem a expectativa de uma solução completa imediata.
No entanto, o australiano afirmou que as mudanças recentes devem ao menos amenizar os problemas, evidenciando que, até agora, os erros cometidos ao longo das voltas chegaram a beneficiar o desempenho, o que não deveria acontecer. Ainda assim, Piastri acredita que as alterações introduzidas já representam um passo na direção certa para deixar as sessões mais consistentes e previsíveis.
“Você ainda precisa dirigir o carro no limite, mas agora dentro de um limite com muito mais restrições”, ele também disse. “Tal como em Suzuka, decidimos, e penso que muitas equipes também, que a forma mais rápida de completar a volta era não acelerar novamente entre as duas curvas de Degner”.
Piastri explicou que esse tipo de abordagem acaba exigindo um nível diferente de comprometimento dos pilotos em determinados trechos. Em situações como a entrada da curva Degner, é necessário ser ainda mais agressivo na primeira tentativa para evitar perdas posteriores de desempenho.
Para ele, isso cria um cenário contraditório, em que decisões estratégicas acabam mudando a forma natural de pilotagem, o que eleva o nível de exigência de partes da volta, algo que, na visão do australiano, nem deveria ser um ponto de discussão dentro da Fórmula 1.
“Então, espero que, com esses ajustes, tudo volte um pouco ao normal e que você não fique tão limitado na hora de tentar encontrar o melhor tempo de volta”, declarou Piastri.
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