F1 2026: Pilotos entram na mira da justiça italiana por investigação fiscal
Autoridades da Itália apuram se pilotos pagaram impostos por corridas no país; dívidas acima de € 50 mil podem gerar processo criminal
A Fórmula 1 enfrenta um novo e delicado obstáculo financeiro nos bastidores desta temporada. As autoridades italianas, lideradas pela Guardia di Finanza de Bolonha, iniciaram uma investigação rigorosa para apurar se pilotos estrangeiros da categoria declararam e pagaram corretamente os impostos sobre os lucros obtidos durante as corridas realizadas na Itália nas últimas temporadas. A ação, movida após dados levantados pela Corte dei Conti, busca entender se a parcela de renda vinculada à atividade profissional em solo italiano foi devidamente tributada.
O pente-fino das autoridades tem como foco principal as provas recentes realizadas em três circuitos tradicionais do país: o Autódromo Nacional de Monza, o Autódromo Enzo e Dino Ferrari (Ímola) e o Circuito de Mugello. A princípio, a apuração segue a mesma lógica de tributação já aplicada de forma rotineira em países como o Reino Unido e os Estados Unidos, onde os profissionais do esporte precisam declarar e recolher impostos proporcionais aos ganhos a cada evento local.
A Guardia di Finanza, que atua como uma polícia especializada em crimes econômicos, sonegação e fraudes financeiras na Itália, está cruzando as informações bancárias para averiguar os pagamentos. A situação, no entanto, acende um sinal vermelho no paddock porque as consequências podem tomar proporções severas.
De acordo com a legislação italiana, caso o valor dos impostos não pagos por um atleta ultrapasse o limite de 50 mil euros, a infração deixa de ser tratada na esfera administrativa e passa a configurar um caso criminal. Com isso, os pilotos que eventualmente apresentarem pendências correriam o risco de enfrentar processos judiciais formais, além das já pesadas multas e sanções financeiras.
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