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Penske decepciona em ano de volta dos 4 carros e escancara 'Newgardendependência'

Após cinco anos de muito sucesso, a Penske teve apenas três vitórias em 2021 e só brigou pelo título por uma temporada espetacular de Josef Newgarden

21 out 2021 04h18
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Josef Newgarden é 99% da Penske
Josef Newgarden é 99% da Penske
Foto: IndyCar / Grande Prêmio

A temporada 2021 não vai ficar guardada com carinho na memória dos fãs da Penske. Justamente no ano em que voltou a ter quatro carros alinhando no grid, a equipe mais importante da Indy decepcionou e foi carregada quase que nas costas por um inspiradíssimo Josef Newgarden.

O ano começou com a expectativa lá no alto na Penske. Depois de três temporadas com um trio de pilotos, o time voltava a investir mais pesado e fechava um quarteto, com o badaladíssimo Scott McLaughlin formando a escalação ao lado dos campeões Newgarden, Simon Pagenaud e Will Power. Mas só Josef correspondeu.

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Dá para se passar um certo pano para McLaughlin, vamos ser justos. Primeiro porque foi a temporada de novato do neozelandês e, mesmo com tanta experiência e um currículo brilhante na Austrália, migrar para um novo país, um novo campeonato, um tipo totalmente diferente de carro e pistas, enfim, não é uma adaptação tranquila. E, mesmo com tudo isso, Scott não foi assim tão pior que Pagenaud e Power.

Josef Newgarden salvou a Penske em 2021 (Foto: IndyCar)

Os dois veteranos tiveram desempenhos diferentes, mas igualmente problemáticos. Para Power, foi mais um ano de montanha-russa total, naquele misto já conhecido de muita velocidade, acidentes, azares e sair de 25º para primeiro em um espaço de uma corrida. Típico Power-pós-título.

Pagenaud, por outro lado, também teve uma temporada meio típica depois do campeonato conquistado: morno, apático, quase que invisível. Diferentemente de Power e Newgarden, não venceu corrida, fez só dois top-3 e, mesmo na frente do australiano por ser menos irregular, perdeu o emprego, fechando com a Meyer Shank para 2022.

Tamanha foi a decepção na Penske com 2021 que os quatro carros foram abolidos de novo. Em 2022, mais uma vez, o time vai com trio, gastando menos, mas investindo mais no talento de Newgarden, que parece mesmo o caminho das pedras para o sucesso.

Simon Pagenaud vai para a Meyer Shank (Foto: Indycar)

O desempenho em Josef foi excelente, no mínimo do nível dos anos de título. Em uma Penske que era claramente inferior aos últimos anos - e os números provam isso, o americano brigou pela taça até o fim, venceu corridas e foi quem mais teve atuações brilhantes. A sequência de azar absoluto em Detroit 2 e Elkhart Lake foi daquelas, custou caro, podia muito bem ter vindo o tri ali.

A verdade é que a Penske mergulhou em uma 'Newgardendependência' ainda mais forte em 2021. Sem o melhor carro, era quase que ou o americano ou nada. A prova disso veio no balanço final: três vitórias do time no ano, muitíssimo abaixo de todas as temporadas de 2016 para cá.

Com um carro a menos, com Newgarden muito em alta e sem novidades na escalação, a Penske segue favorita pensando em 2022, mas só deve ter chances de título se Josef estiver de novo em estado de graça. Melhor para Ganassi, McLaren, Andretti e companhia.

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